Gustavo Raniere / Ministério da Fazenda
Gustavo Raniere / Ministério da Fazenda

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Com queda dos juros, crescimento virá no ano que vem, diz ex-ministro da Fazenda

Para Eduardo Guardia, novos cortes na Selic podem fazer Brasil crescer em 2020

Fernanda Guimarães, O Estado de S.Paulo

15 de outubro de 2019 | 10h52

O principal driver para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro no curto prazo será a baixa taxa de juro, hoje em 5,5% e com espaço para queda, disse nesta terça-feira, 15, o ex-ministro da Fazenda Eduardo Guardia, que neste ano, após seu período de quarentena, assumiu o comando da gestora do BTG Pactual

“E é a partir da queda das taxas de juros que se cria um ambiente interessante e propício para renda variável”, afirmou, em coletiva de imprensa. O crescimento virá, prevê ele, a partir do ano que vem.

Com isso, existe oportunidade de valorização de ativos em Bolsa no Brasil. De cara, diz ele, a redução de juros melhora a avaliação das companhias, pois altera o fluxo de caixa trazendo para valor presente. Outro ponto é a melhora do custo da dívida, que também cai conforme o juro está mais baixo.

A valorização dos ativos em bolsa também ocorrerá na esteira da migração de ativos aplicados em renda fixa no País - hoje na casa de R$ 3 trilhões, somando os investidos diretamente e os indiretamente em previdência - para renda variável e outras classes de ativos, na busca por mais rentabilidade.

Dentre os riscos para esse cenário, afirmou, está o ritmo de entrega de reformas e execução, o que pode afetar a manutenção de forma estrutural da baixa taxas de juros. 

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