Com queda na demanda por jatos executivos, Bombardier corta 1.760 empregos

Fabricante canadense informou que desaceleração econômica afetou a produção; cerca de mil postos de trabalho já foram cortados em janeiro

O Estado de S. Paulo

14 Maio 2015 | 12h19

A fabricante de aviões e trens canadense Bombardier informou que vai cortar 1.760 empregos e reduzir a produção dos jatos executivos Global 5000 e Global 6000. As medidas foram tomadas em razão da desaceleração da demanda por jatos executivos em alguns mercados internacionais, provocada, em parte, pelas duras condições econômicas e por tensões geopolíticas em regiões como América Latina, China e Rússia.

O executivo-chefe da Bombardier, Alain Bellmare, sinalizou na semana passada que a desaceleração da demanda nessas regiões pela linha de jatos mais cara da empresa poderia levar a um corte na produção.

Segundo a companhia, até 1.000 empregos serão afetados em Montreal, até 480 em Toronto e até 280 em Belfast. Os cortes começarão a ser feitos em junho e continuarão até o primeiro trimestre do próximo ano.

Em janeiro, a Bombardier - que tem cerca de 74 mil funcionários em todas as suas operações - anunciou a suspensão dos trabalhos em um novo modelo para a aeronave Learjet, o que resultou em despesas de aproximadamente US$ 1,4 bilhão e corte de cerca de 1.000 empregos no México e nos EUA.

Os cortes mais recentes surgem apenas uma semana depois de a Bombardier anunciar que dividiria parte de seus negócios de ferrovias, um movimento destinado a sustentar o balanço patrimonial da empresa enquanto ela lida com diversos programas para novas aeronaves, incluindo o jato comercial CSeries. (Com informações da Dow Jones Newswires).

Mais conteúdo sobre:
Bombardierdemissões

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.