Philip Fong/AFP
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Com reabertura econômica e recuperação na China, mercados internacionais fecham em alta

Na Ásia, apenas Hong Kong e China fecharam no vermelho; altas generalizadas também foram registradas nas Bolsas da Europa e Nova York

Sergio Caldas e Felipe Siqueira, O Estado de S.Paulo

15 de maio de 2020 | 07h00
Atualizado 15 de maio de 2020 | 21h26

Mesmo após terem desvalorizações em índices por conta de uma possível segunda onda de infecções na Europa e na Ásia, as Bolsas do velho contintente abriram em alta na manhã desta sexta-feira, 15, em razão dos relaxamentos nas medidas de isolamento social - prática adotada para conter o avanço do novo coronavírus, causador da covid-19. Porém, por conta de resultados negativos da economia alemã, os mercados da região passaram a reduzir os avanços. 

Já na Ásia, os sinais no fechamento foram com a maior parte dos índices tendo alta, após dados chineses mostrarem uma recuperação mais forte do se previa da indústria da segunda maior economia do mundo. Há também por lá um crescimento da tensão entre Estados Unidos e China. O assunto voltou aos holofotes nas últimas semanas e, na última quinta-feira, 14, o presidente americano Donald Trump afirmou que não tem interesse em conversar com o presidente chinês, Xi Jinping

Bolsas da Europa 

Na Alemanha, o Produto Interno Bruto (PIB) do país encolheu 2,2% no primeiro trimestre, segundo dados preliminares com ajustes sazonais publicados nesta sexta. O resultado é o pior para a economia alemã desde 2009, mas ainda é um pouco melhor que o recuo de 2,5% previstos por analistas consultados pelo The Wall Street Journal.

Os resultados da zona do euro também vieram negativos, com o PIB da região caindo 3,8% no primeiro trimestre de 2020, com contração anual de 3,2%. Além de recorde, a contração é também a mais intensa para a região desde que começaram os registros, em 1995.

Porém, apesar dos resultados negativos, as Bolsas da Europa fecharam em alta, frente as possibilidades de abertura das economias da região. Com isso, o índice pan-europeu Stoxx 600 avançou de 0,47% e na Bolsa de Londres, o FTSE 100 subiu 1,01%. Em  Frankfurt, o DAX ganhou 1,24% e na Bolsa de Paris, o CAC 40 avançou 0,11%. Em Milão, o FTSE MIB recuou 0,09% e em Lisboa, o índice PSI-20 registrou ganho de 0,94%. Apenas Madri registrou queda, com o IBEX-35 caindo a 1,08%.

Bolsas da Ásia 

As Bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta nesta sexta-feira, após dados chineses mostrarem uma recuperação mais forte do se previa da indústria da segunda maior economia do mundo. O índice japonês Nikkei subiu 0,62% em Tóquio, enquanto o sul-coreano Kospi teve leve ganho de 0,12% em Seul e o Taiex avançou 0,32%. 

A produção industrial da China teve expansão anual de 3,9% em abril, revertendo um declínio de 1,1% em março e superando a expectativa de analistas, que previam alta de 1%, à medida que Pequim reverteu boa parte das medidas de isolamento adotadas para conter a disseminação do vírus. Por outro lado, tanto as vendas no varejo quanto os investimentos em ativos fixos da China sofreram quedas mais intensas do que se esperava em abril (-7,5%) e no primeiro quadrimestre (-10,3%), respectivamente. 

Porém, tanto as vendas no varejo quanto os investimentos em ativos fixos da China sofreram quedas mais intensas do que se esperava em abril (-7,5%) e no primeiro quadrimestre (-10,3%), respectivamente.

Na China continental, o Shenzhen Composto se valorizou 0,16%, mas o Xangai Composto encerrou o pregão com baixa de 0,07%. Também ficou no vermelho o Hang Seng, que recuou 0,14% em Hong Kong. Na Oceania, o S&P/ASX 200 avançou 1,43% em Sydney..

Bolsas de Nova York

Nos Estados Unidoso índice de produção industrial recuou 11,2% em abril, na maior queda da história do país. Segundo o Federal Reserve (Fed, o banco central americano), o setor foi duramente impactado pela pandemia do coronavírus, que fechou fábricas por todo o território americano.

Contudo, apesar do indicador negativo, as Bolsas de Nova York terminaram o dia em alta. O índice Dow Jones subiu 0,25%, o Nasdaq subiu 0,79% e o S&P 500 teve ganho de 0,39%, para 2.863,70 pontos. Deu novo ânimo ao mercado americano, a declaração de Trump, que mostrou otimismo sobre a fabricação de uma vacina para o coronavírus até o fim do ano.

Petróleo 

commodity continua sendo beneficiada nesta sexta, pela reabertura gradual de algumas das maiores economias do mundo. Além disso, também influencia o petróleo os cortes prometidos pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) que, promete um corte de cerca de 24,5 milhões de barris por dia no segundo semestre do ano.

Nesse cenário, o WTI para julho, referência no mercado americano, fechou em alta de 5,88% a US$ 29,52 o barril. Já o Brent para o mesmo mês, referência no mercado europeu, avançou 4,40% a US$ 32,50 o barril./COLABOROU MAIARA SANTIAGO

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