Com redução no gás, Brasil deixa de pagar US$ 600 mi à Bolívia

Informação é do ministro Lobão, que estimou que até abril o bombeamento de gás deverá voltar ao normal

Leonardo Goy, de O Estado de S.Paulo

09 de janeiro de 2009 | 12h46

Com a redução da importação de gás da Bolívia, pela Petrobras, o Brasil deixará de pagar ao país vizinho cerca de US$ 600 milhões até abril, quando, segundo estimou o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, o bombeamento de gás deverá voltar ao normal. No início da semana, o governo anunciou que a compra de gás boliviano foi reduzida, desde a virada do ano, da média diária de 30 milhões de metros cúbicos para cerca de 19 milhões de metros cúbicos.     Veja também: Galeria de fotos dos países afetados     A medida foi tomada porque, com as fortes chuvas nos últimos meses, os reservatórios das hidrelétricas estão mais cheios, possibilitando o desligamento das usinas termoelétricas movidas a gás. Lobão, que participou há pouco da primeira reunião do ano do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CNSE), relatou que no encontro o colegiado oficializou a ordem para desligar as térmicas.   Ao todo, deixarão de ser gerados 8 mil megawatts (MW) em usinas termoelétricas. Ficarão ligadas apenas as térmicas Norte-Fluminense 1 e 2 (400 MW ao todo), que têm custo de geração mais barato, e as usinas nucleares Angra 1 e 2.   Lobão reiterou a estimativa de que, a partir de abril, quando termina o período chuvoso, as térmicas deverão ser religadas e a importação de gás boliviano deverá voltar ao patamar de 30 milhões de metros cúbicos/dia. O ministro voltou a negar que o desligamento das usinas tenha relação com a crise financeira internacional. "Não está havendo queda na demanda de energia por causa da crise", disse.

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