Ernesto Rodrigues / Estadão
Ernesto Rodrigues / Estadão

Com reforma, mais pobres terão mais ganho de renda, diz estudo do Ministério da Economia

Segundo a Secretaria de Política Econômica do Ministério da Economia, aprovação da reforma da Previdência vai ampliar renda da população mais pobre

Idiana Tomazelli, O Estado de S.Paulo

21 de março de 2019 | 18h34

BRASÍLIA - A aprovação da reforma da Previdência vai ampliar os ganhos de renda da população mais pobre, afirma a Secretaria de Política Econômica do Ministério da Economia em estudo divulgado nesta quinta-feira, 21. Por outro lado, sem a mudança nas regras de aposentadoria e pensão no País, as camadas que hoje já são as mais desfavorecidas perderão ainda mais renda.

As projeções para o período de 2019 a 2023 consideram os dois cenários: um sem a reforma, com uma retração média do PIB de 0,5% ao ano, e outro com a aprovação da proposta, com crescimento médio de 3,0% ao ano.

Com a reforma, os 10% mais pobres da população teriam ganho médio de renda de 3,48% ao ano, segundo as estimativas da SPE. Esse porcentual seria decrescente até chegar a 2,63% ao ano para os 10% mais ricos.

Sem a aprovação da proposta, a queda média anual na renda seria de 0,54% para os mais pobres e de 0,41% para os mais ricos.

"Dessa forma, pode-se afirmar que o crescimento econômico gerado com a Nova Previdência ocasionará uma redução na desigualdade social brasileira", afirma o estudo.

Segundo a SPE, o processo de crescimento econômico tende a ser acompanhado da formalização de empresas e mão de obra. "Excesso de informalidade é traço característico de economias pobres, ou em desenvolvimento, com baixo crescimento", diz a SPE, para quem a geração de empregos após o otimismo com a aprovação da reforma beneficiaria principalmente as camadas mais pobres.

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