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Com risco de recessão, euro perde força e mexe com bolsas

No Brasil, preço das commodities em queda impede alta da Bovespa, apesar de NY

Da Redação,

08 de agosto de 2008 | 14h53

A perspectiva de que não só os EUA, mas outras grandes economias, como a européia, a japonesa e a inglesa, devem entrar em recessão alimentou as compras de dólares nesta sexta-feira, 8. O resultado foi que a cotação do euro em relação ao dólar caiu ao menor nível dos últimos cinco anos, em US$ 1,5033, às 15h. Veja também: Cotação do euro cai a US$ 1,5107, menor nível em cinco meses Outro impacto foi sobre as commodities. Com o risco concentrado nos Estados Unidos, estes ativos tinham assumido a função de porto seguro na economia. O novo posicionamento dos investidores fez com que o valor das commodities derretesse. Na outra ponta, as ações norte-americanas, que vinham se desvalorizando, voltaram a atrair a atenção dos investidores. O índice Dow Jones dispara 2,62% e a Nasdaq sobe 2,32%. O sentimento de que o desaquecimento econômico iniciado nos EUA deve chegar à Europa foi reforçado com pelo anúncio do PIB preliminar da Itália do segundo trimestre, que registrou contração de 0,3% em relação ao primeiro trimestre. O número veio na esteira dos comentários feitos na quinta-feira, 7, pelo presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, mencionando riscos de desaceleração na zona do euro na entrevista para explicar a decisão de manter o juro em 4,25%. O indicador sobre produtividade da mão-de-obra divulgado nos EUA durante a manhã ajudou a sustentar a onda de compras da moeda norte-americana. A produtividade aumentou 2,2% no segundo trimestre, após alta não revisada de 2,6% no primeiro trimestre. Economistas esperavam avanço de 2,5%. O mesmo temor de recessão que abalou o mercado de moedas renovou os argumentos para a queda do preço do petróleo. No patamar mínimo do dia, o petróleo atingiu US$ 115,61 o barril na bolsa de Nova York, mínima em três meses. Se continuar em queda, o petróleo deverá fechar a semana com desvalorização de cerca de 7% e de cerca de 21% em relação ao recorde de alta intraday de 11 de julho aos US$ 147,27 o barril. Mercado interno No Brasil, a queda das commodities prejudica o desempenho das ações da Vale e da Petrobras, que têm forte pelo no Ibovespa - índice que mede o desempenho das ações mais negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo. Com isso, apesar da alta das bolsas norte-americanas, o Bovespa recua 0,25%. No mercado cambial, o dólar sobe 1,38% e é vendido a R$ 1,6130.

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