Com saída de Dantas, Spinelli assume administração da Brasil Telecom

O novo presidente do Conselho de Administração da Brasil Telecom, eleito hoje, Sérgio Spinelli, disse que é natural que agora, na nova composição do conselho da empresa e com "a devida tranqüilidade, as partes se aproximem, conversem e venham a ter um entendimento", referindo-se ao Citigroup, aos fundos de pensão e à Telecom Itália. Ele disse que, no momento, não existe nenhuma negociação em curso para vender a participação do City e dos fundos para a Telecom Itália. "O objetivo dos fundos de pensão e do Citigroup é de poder alienar a companhia pela melhor oferta, no momento adequado", afirmou. Segundo Spinelli, esse assunto não é para o Conselho de Administração, "que está preocupado em garantir a gestão da companhia, com a tranqüilidade que é necessária e a maior dedicação possível". O novo presidente da operadora, Ricardo Knoepfelmacher, disse que, independentemente de futuras negociações para venda da empresa, a intenção da nova diretoria é a de transformar a Brasil Telecom "na maior companhia de telefonia". "Se vão vender, e quando, é absolutamente irrelevante para a administração e para os executivos", afirmou. Knoepfelmacher acrescentou que a nova diretoria da Brasil Telecom não pretende perseguir os antigos diretores ligados ao Opportunity. "Não temos sanha persecutória. Não queremos buscar culpados. Faremos uma administração com ética e transparência, mas qualquer irregularidade será apurada", afirmou. O presidente da operadora informou que, no fim de outubro, promoverá uma "conference call" com investidores. Auditoria Questionado se a nova direção da empresa fará uma auditoria na operadora, Spinelli disse que o processo de auditoria será avaliado pela nova diretoria, que ainda terá de ser eleita. Essa nova diretoria vai verificar os atos praticados e ver como a companhia se encontra. Mas ele garantiu que a Brasil Telecom, operacionalmente, está muito bem porque dispõe de técnicos de elevada qualidade, reconhecidos no mercado e, dessa forma, "fica garantida a tranqüilidade na prestação do serviço público".

Agencia Estado,

30 Setembro 2005 | 18h31

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