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Com superávit de novembro, setor público supera meta em R$ 5,8 bi

O superávit primário do setor público - arrecadação menos gastos exceto o pagamento de juros - em novembro foi de R$ 6,857 bilhões, segundo informações divulgadas hoje pelo Banco Central. O valor é menor que o superávit de R$ 8,2 bilhões, alcançado em outubro, e é superior ao resultado de novembro do ano passado, quando ficou em R$ 6,259 bilhões. No acumulado de janeiro a novembro, o setor público teve superávit primário de R$ 84,829 bilhões. Valor corresponde a 5,29% do PIB e que está acima da meta de R$ 79 bilhões, acertada com o Fundo Monetário Internacional (FMI) para 2004. Em igual período do ano passado, o superávit primário do setor público foi de R$ 70,294 bilhões. O valor correspondia a 4,96% do PIB.Em novembro deste ano, as empresas estatais federais tiveram superávit de R$ 2,760 bilhões. O valor é maior que o superávit de R$ 1,366 bilhão, em outubro, e é maior também do que o resultado de R$ 1,915 bilhão, em novembro do ano passado.No período de 12 meses até novembro, o superávit está em R$ 80,708 bilhões, que correspondem a 4,64% do PIB. Em outubro, o superávit acumulado em 12 meses somava R$ 80,109 bilhões (4,65% do PIB).Dívida líquida é a menor desde junho de 2001O chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Altamir Lopes, disse que a dívida líquida do setor público deverá fechar o ano em 52% do PIB. A dívida líquida do setor público é representada pelo saldo líquido do endividamento do setor público não-financeiro e do Banco Central com o sistema financeiro (público e privado), com o setor privado não-financeiro e com o resto do mundo. Altamir Lopes ressaltou que esta será a primeira vez que ocorrerá uma queda na relação dívida/PIB de ano fechado desde 1994 na comparação com 1993.Para 2005, o chefe do Depec disse que a meta de superávit primário do setor público de 4,25% do PIB será suficiente para manter a trajetória de queda da dívida líquida. Altamir ressaltou que a dívida líquida poderá sofrer altos e baixos pontuais, mas que a trajetória continuará sendo de redução. Ele afirmou também que a dívida líquida de 51,1% do PIB em novembro é a menor desde junho de 2001, quando estava em 51% do PIB.

Agencia Estado,

22 de dezembro de 2004 | 12h22

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