SERGIO CASTRO/ESTADÃO
SERGIO CASTRO/ESTADÃO

Com superávit de US$ 4,4 bi, balança comercial tem o melhor março desde 1989

O resultado expressivo foi sustentado por uma queda nas importações de 30% em relação a março do ano passado

Lorenna Rodrigues, O Estado de S.Paulo

01 de abril de 2016 | 15h39

BRASÍLIA - Com queda expressiva nas importações e recuo menos intenso nas vendas ao exterior, a balança comercial brasileira registrou em março um superávit de US$ 4,435 bilhões, o maior para o mês na série histórica, que tem início em 1989. No mesmo mês do ano passado, o resultado foi superavitário em US$ 460 milhões.

O montante acumulado no mês passado é resultado de exportações que somam US$ 15,994 bilhões e importações de US$ 11,559 bilhões. O superávit expressivo foi sustentado por uma queda nas importações de 30% em relação a março do ano passado, ocasionada pela retração da atividade econômica. Houve recuo também nas exportações, de 5,8%.

No ano, o saldo comercial acumula resultado positivo de US$ 8,398 bilhões - em 2015, foi registrado um déficit de US$ 5,549 bilhões nesse período. No primeiro trimestre, as exportações somaram US$ 40,585 bilhões, queda de 5,1%. As importações somaram US$ 32,186 bilhões, queda de 33,4%.

O superávit recorde foi alcançado apesar de uma queda disseminada em vários setores, afirmou o diretor de Estatística do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Herlon Brandão. Houve queda nas vendas de produtos como combustíveis e lubrificantes (40,8%), bens de consumo (31%) e bens de capital (26,8%). 

Pelo lado das exportações, há uma expectativa de encerrar o ano com aumento em relação ao ano passado. Até março, há uma queda de 5,1% no total exportado. "Esperamos fechar o ano com crescimento nas exportações e suavizar a queda nas importações", afirmou. 

Brandão destaca que os volumes exportados estão crescendo e deverão ser recordes neste ano, mas, apesar da recuperação nos últimos meses, ainda há uma queda nos preços de produtos importantes na pauta brasileira, como minério de ferro e petróleo. 

Brandão projeta um aumento no total exportado de soja em relação ao ano passado, quando foram embarcados 54 milhões de toneladas. 

Também houve aumento neste ano nas vendas de veículos ao exterior em março (17%), principalmente para países com os quais o Brasil tem acordos comerciais no setor, como México, Argentina e Colômbia. 

A previsão do MDIC para o saldo comercial neste ano foi mantida em US$ 35 bilhões. No primeiro trimestre, o saldo é positivo em US$ 8,398 bilhões.

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