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Com temores, China manterá política de alívio monetário

A China vai manter sua política de estímulo porque a economia, longe de caminhar firmemente, está enfrentando novas dificuldades, afirmou nesta segunda-feira o primeiro-ministro do país, Wen Jiabao.

REUTERS

24 de agosto de 2009 | 11h08

Em um comunicado com tom pessimista divulgado no site do governo, Wen disse que Pequim vai assegurar um fluxo de crédito sustentável e uma provisão de liquidez "razoavelmente suficiente" para estimular o crescimento.

Em julho, a redução dos empréstimos bancários em iuan para 356 bilhões de iuanes (52 bilhões de dólares), ante média mensal de mais de 1,2 trilhão de iuanes no primeiro semestre, levantou temores entre analistas de que a recuperação recente do crescimento possa ser interrompida.

"Precisamos ver claramente que as bases da recuperação não são estáveis, não estão solidificadas e nem equilibradas. Não podemos ser cegamente otimistas", disse Wen segundo o site oficial.

"Portanto, devemos manter a consistência nas políticas macroeconômicas, e um crescimento econômico estável e rápido ainda é nossa principal prioridade."

A China ainda enfrenta pressão por conta da menor demanda por exportações, disse Wen, acrescentando que é difícil impulsionar a demanda doméstica no curto prazo para compensar esse cenário --apesar do estímulo proveniente do pacote do governo de 4 trilhões de iuanes (585 bilhões de dólares).

Graças à injeção de recursos na economia chinesa, o crescimento econômico anualizado no segundo trimestre acelerou para 7,9 por cento, ante 6,1 por cento nos primeiros três meses do ano.

Apesar do principal objetivo dos estímulo ser evitar uma queda acentuada do crescimento, Wen afirmou que a medida também tem o propósito de tornar o modelo de expansão econômica da China mais sustentável.

O premiê disse ainda que a China vai continuar a aumentar os gastos com infraestrutura e proteção ambiental.

"O impacto de algumas políticas de curto prazo vai se reduzir gradativamente, mas leva tempo para vermos os efeitos das políticas de médio e longo prazos e existem muitas novas dificuldades e problemas em operações econômicas", afirmou.

Em comentários divulgados nesta segunda-feira, o consultor do banco central chinês, Fan Gang, afirmou que espera que o crescimento chegue a 8 por cento no ano que vem. Investimentos corporativos e imobiliários, junto ao aumento das exportações, devem compensar a redução do investimento público, acrescentou.

(Por Zhou Xin, Simon Rabinovitch, Langi Chiang e Aileen Wang)

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