Saul Loeb/AFP
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Mercados internacionais fecham sem sentido único com temporada de balanços nos EUA e coronavírus

É possível que empresas americanas surpreendam positivamente, uma vez que indicadores da maior economia do mundo têm superado as expectativas e sugerido uma retomada mais rápida do que se imaginava do violento choque do coronavírus

Sergio Caldas, O Estado de S.Paulo

13 de julho de 2020 | 07h00
Atualizado 13 de julho de 2020 | 18h56

As Bolsas da Ásia e da Europa fecharam em alta nesta segunda-feira, 13, retomando o otimismo recente com a recuperação da economia global e à espera da nova temporada de balanços dos Estados UnidosNo entanto, o clima não foi tão favorável no mercado acionário de Nova York, que amargou perdas devido ao avanço do coronavírus em solo americano. 

Investidores da região asiática e da Europa ficaram atentos nesta segunda à temporada de balanços dos EUA, que, na terça-feira, 14, trará informes trimestrais de alguns dos maiores bancos do país. É possível que as empresas americanas surpreendam positivamente, uma vez que indicadores da maior economia do mundo têm superado as expectativas e sugerido uma retomada mais rápida do que se imaginava do violento choque da covid-19.

A doença, no entanto, não tem dado trégua. No domingo, 12, a Organização Mundial de Saúde (OMS) relatou mais um recorde global de casos confirmados de covid-19 num período de 24 horas, de mais de 230 mil. Os EUA permanecem como o maior foco de preocupação. Apenas a Flórida registrou mais de 15 mil novas infecções, o maior total diário de qualquer estado americano desde o começo da pandemia.

Bolsas da Ásia 

O tom positivo rendeu frutos para o mercado asiático, com os chineses Xangai Composto e Shenzhen Composto subindo a 1,77% e 3,48% cada. Enquanto isso, o japonês Nikkei avançou 2,22%, o sul-coreano Kospi se valorizou 1,67%, o Hang Seng teve ganho modesto de 0,17% em Hong Kong e o Taiex registrou alta de 1,14% em Taiwan. Na Oceaniaa Bolsa australiana também subiu e fechou com ganho de 0,98% em Sydney.

Bolsas da Europa

Europa também teve um dia de ganhos, impulsionada pelo avanço das vacinas contra o vírus dos laboratórios Pfizer e BioNTech. Por lá, o índice Stoxx 600 fechou com ganho de 1%. As Bolsas de Londres e Frankfurt subiram 1,33% e 1,32% cada, enquanto Paris teve ganho de 1,73%. MilãoMadri Lisboa avançaram 1,19%, 1,45% e 0,18%, respectivamente.

Bolsas de Nova York

Os Estados Unidos seguem atentos ao avanço da covid-19, principalmente depois o Estado da Califórniaem pleno processo de reabertura, anunciar que vai fechar parte do comércio devido ao avanço da doença. Por lá, 63 mil novos casos da doença foram identificados no último domingo, 12.

Já os índices de Nova York, que subiam na parte da manhã, amargaram perdas após um pregão cheio de incertezas. Dow Jones cedeu 0,04% e o S&P 500 recuou 0,94%. Entre os mais afetados, está o Nasdaq, que após bater recorde de cotação para um pregão, fechou com queda de 2,13%.

Petróleo

O clima ficou negativo após a agência Dow Jones Newswires informar, a partir de fontes, que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e Aliados (Opep+) pretende relaxar as restrições às exportações de seus membros de 9,7 milhões de barris por dia (bpd) para 7,7 milhões de bpd. O secretário-geral da Opep+, Mohammed Barkindo, afirmou que o mercado estaria próximo de chegar a um equilíbrio.

Com isso, o WTI para agosto, referência no mercado americano, fechou em queda de 1,11%, a US$ 40,10 o barril. Já o Brent para setembro, referência no mercado europeu, caiu 1,20%, a US$ 42,72 o barril./COLABOROU MAIARA SANTIAGO

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