Behrouz Mehri/AFP
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coluna

Dan Kawa: Separar o ruído do sinal é a única forma de investir corretamente daqui para a frente

Mercados internacionais fecham sem sentido único com tensão EUA-China e avanço da covid-19

Apesar das preocupações, investidores seguem animados com a possibilidade de que novo pacote de estímulos de US$ 1 trilhão seja aprovado ainda esta semana nos EUA

Sergio Caldas, O Estado de S.Paulo

27 de julho de 2020 | 07h01
Atualizado 27 de julho de 2020 | 18h20

As Bolsas da Ásia e Nova York fecharam majoritariamente em alta nesta segunda-feira, 27, à medida que investidores comemoraram mais um indicador chinês animador e ficam à espera do anúncio de um novo pacote de estímulos trilionário pelo governo americano. Na Europano entanto, o dia foi negativo, com o mercado local atento ao aumento das tesnões entre Estados Unidos e China e aos últimos números sobre a disseminação do coronavírus

Nas últimas semanas, a China vem, de modo geral, mostrando que se recupera em ritmo mais veloz do que se esperava da pandemia de coronavírus, que teve origem na cidade chinesa de Wuhan. Apesar das noas notícias, o avanço do coronavírus ainda afeta o apetite por risco. No domingo, 26, o número de infectados no mundo ultrapassou a marca de 16 milhões, com mais de 645 mil mortes, segundo dados compilados pela Universidade Johns Hopkins

Ficaram também no radar as rixas entre EUA e China, que ganharam um novo capítulo na semana passada, quando Washington ordenou o fechamento do consulado chinês em Houston, no estado americano do Texas. Em retaliação, Pequim mandou que o consulado dos EUA em Chengdu também encerrasse operações, o que foi efetivado nesta segunda. Americanos acusam os chineses de espionagem. A China, por sua vez, alega que os EUA vêm interferindo em seus assuntos internos.

Bolsas da Ásia e Oceania 

No continente asiático, o bom humor predominou após dados apontarem que o lucro de grandes empresas industriais da China deu um salto anual de 11,5% em junho, quase o dobro do ganho de 6% visto em maio e marcando seu maior avanço desde março de 2019. 

Com isso, os chineses Xangai Composto e Shenzhen Composto subiram 0,26% e 0,28%, enquanto o sul-coreano Kospi teve alta de 0,79% e o Taiex de Taiwan ganhou 2,31%. Já o japonês Nikkei caiu 0,16%, após ficar parado por dois dias devido a um feriado no Japão. O Hang Seng recuou 0,41% em Hong Kongmas a Bolsa australiana terminou o pregão em alta de 0,34% na Oceania.

Bolsas da Europa 

No velho continente, o tom negativo predominou e nem a alta do índice Ifo de sentimento das empresas da Alemanha, que avançou 90,5 em julho, acima da previsão de 89,0 dos analistas, melhorou o clima. Por lá, a maior beneficiada pela informação, foi a Bolsa de Frankfurt, que ficou estável, com alta de 0,60%.

Porém, os demais índices caíram, de olho no aumento das tensões entre as duas maiores economias do mundo. O Stoxx 600 cedeu 0,31%, enquanto a Bolsa de Londres caiu 0,31% e a de Paris teve baixa de 0,34%. MilãoMadri Lisboa tiveram quedas mais expressivas, de 0,28%, 1,70% e 0,89% cada.

Bolsas de Nova York

O mercado acionário americano refletiu hoje um possível novo pacote de estímulos fiscais nos EUA, estimado em US$ 1 trilhão. A notícia será anunciada ainda nesta segunda pelo Partido Republicano, segundo o secretário do Tesouro americano, Steve MnuchinA expectativa é que ela seja aprovada já nesta semana.

Em resposta, o Dow Jones fechou em alta de 0,43%, o Nasdaq subiu 1,67% e o S&P 500 ganhou 0,74%. Também favoreceu o clima por lá a divulgação dos balanços de gigantes da tecnologia, programado para esta semana. Com isso, Amazon, FacebookApple e Alphabet tiveram altas de 1,54%, 1,21%, 2,37% e 1,41% cada, após terem registrado tombos significativos nas últimas semanas. 

Petróleo

commodity reverteu o sinal logo no começo da tarde para fechar em alta nesta segunda, apoiada pela expectativa de que um novo pacote de estímulos trilionário seja aprovado nos EUA. Além disso, a queda do dólar no mercado global também ajudou o mercado de petróleo, já que deixou o barril mais barato para os países detentores da divisa americana.

WTI para setembro, referência no mercado americano, fechou em alta de 0,75%, em US$ 41,60 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex). Já o Brent para outubro, referência no mercado europeu, subiu 0,27%, a US$ 43,90 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE)./COLABOROU MAIARA SANTIAGO

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