EFE/EPA/YONHAP
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De olho no aumento das tensões EUA-China, Bolsas do exterior fecham sem sinal único

Trump voltou a culpar os chineses pela pandemia e a retaliar as empresas de tecnologia do país asiático; impasse na aprovação de estímulos nos EUA também preocupam

Sergio Caldas, O Estado de S.Paulo

17 de agosto de 2020 | 06h59
Atualizado 17 de agosto de 2020 | 18h46

As principais Bolsas do exterior fecharam sem sentido único nesta segunda-feira, 17, de olho no impasse na aprovação do pacote de estímulos de até US$ 1 trilhão nos Estados Unidos, no avanço da covid-19 na Europa e também atento ao aumento das tensões entre Pequim e Washington.

As tensões comerciais entre americanos e chineses prosseguiram hoje, com potenciais impactos para o comércio global. O presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a culpar Pequim pela pandemia, embora tenha dito que a fase 1 do acordo comercial bilateral segue funcionando. Os EUA ainda impuseram mais restrições sobre a companhia chinesa Huawei.

Nesse cenário, as empresas chineses de tecnologia seguem no radar do governo americano. No fim da semana passada, o presidente americano emitiu decreto exigindo que a ByteDance venda os ativos do aplicativo TikTok nos EUA em até 90 dias.

Também preocupa o fato de o governo dos EUA a e oposição democrata permanecerem num impasse em relação a um novo pacote de estímulos fiscais para ajudar a economia americana a superar a crise da covid-19. Hoje, Trump voltou a criticar a oposição, enquanto os democratas exigem um compromisso mais robusto do governo para apoiar a economia. Na semana passada, líderes democratas chegaram a pedir que o novo pacote de estímulos americano chegasse a US$ 2 trilhões, ao invés dos US$ 1 trilhão prometidos pelo governo.

Bolsas da Ásia 

Na China continental, os mercados ficaram em território positivo pelo terceiro pregão seguido, após o banco central chinês (PBoC) fazer uma injeção de capital equivalente a US$ 101 bilhões no sistema bancário do país. O Xangai Composto subiu 2,34%, garantindo seu maior ganho desde o fim de julho, e o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 1,92%.

Em outras partes, o Hang Seng se valorizou 0,65% em Hong Kong e o Taiex mostrou alta de 1,26% em Taiwan, a 12.956,11 pontos. Já o japonês Nikkei foi na contramão e caiu 0,83% em Tóquio, após o Produto Interno Bruto (PIB) do Japão despencar a uma taxa anualizada recorde de 27,8% no segundo trimestre. Na Coreia do Sul, o mercado de Seul não operou devido a um feriado. Na Oceania, a Bolsa australiana ficou no vermelho, pressionada sobretudo por ações de grandes bancos domésticos. O S&P/ASX 200 caiu 0,81% em Sydney.

Bolsas da Europa 

O Commerzbank destacou em relatório hoje o fato de que mercados tinham de digerir o "claro aumento" nos casos do novo coronavírus pela Europa. O temor de novas ondas de contágio continua a ter um peso no sentimento dos investidores, enquanto o noticiário sobre vacinas traz avanços, mas incapazes de provocar euforia.

O aumento de casos do novo coronavírus, somado a preocupação com a demora da aprovação do pacote de estímulos nos EUA pesou no velho continente e deixou os índices sem direção, com o Stoxx 600 fechando em alta de 0,32%. A Bolsa de Londres também teve ganho de 0,61%, a de Frankfurt subiu 0,15% e a de Paris avançou 0,18%. Já os índices de Milão, Madri e Lisboa tiveram quedas de 0,39%, 0,90% e 0,14% cada.

Bolsas de Nova York

Novamente em alta, as ações das empresas de tecnologia, como o ganho de 1,09% da Amazon, deram ajuda às bolsas de Nova York, que fecharam sem direção única. O S&P 500 fechou em alta de 0,27%, acompanhado pelo Nasdaq, com ganho de 1%. Já o índice Dow Jones fechou com perda de 0,31%. Por lá, ficou ainda no radar o impasse entre democratas e republicanos pelos novos estímulos de até US$ 1 trilhão prometidos pelo governo americano.

Petróleo 

Os contratos futuros de petróleo encerraram a sessão desta segunda em alta, amparados pelo dólar fraco no exterior, que estimula a procura por commodities. A possibilidade de aumento nas compras de óleo americano por parte da China deu apoio adicional aos negócios do setor. Segundo a Reuters, fontes já relataram salto nas compras da estatal chinesa PetroChina e da maior companhia de refino do país, a Sinopec

Hoje, o petróleo WTI para setembro, referência no mercado americano, encerrou o dia em alta de 2,09%, a US$ 42,89 o barril, enquanto o Brent para outubro, referência no mercado europeu, subiu 1,27%, a US$ 45,37./COLABOROU MAIARA SANTIAGO

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