Felipe Rau/Estadão
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Juros

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Dona da Estapar levanta R$ 345 milhões em abertura de capital na Bolsa

Allpark estreia amanhã na B3; recursos devem ser usados para financiar parte dos investimentos de R$ 600 milhões da concessão da Zona Azul em SP

Fernanda Guimarães, O Estado de S.Paulo

14 de maio de 2020 | 10h30

A Allpark, dona da rede de estacionamentos Estapar, fechou sua oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), em meio à pandemia da Covid-19. A ação foi precificada em R$ 10,50, piso da faixa indicativa de preço, com a empresa levantando R$ 345 milhões. A estreia da companhia na B3 - com um toque de sino virtual - será nesta sexta-feira, 15, com a ação batizada de ALPK3.

Essa será a quinta abertura de capital de 2020, um ano que prometia ser de recordes de estreantes na B3 - planos que foram frustrados com a crise trazida pela pandemia, que trouxe volatilidade e aversão ao risco nos mercados. As reuniões com investidores, dada a necessidade de isolamento social, foram realizadas por videoconferência.

"Somos líderes neste setor, operando aproximadamente 400 mil vagas em 684 operações localizadas em polos geradores de tráfego dos principais centros urbanos do Brasil. Temos um modelo de negócios diversificado e com uma demanda estável de mercado, que combina contratos de serviços asset-light com uma plataforma de alocação de capital orientada a contratos de longo prazo e ativos de real estate", informa o prospecto da oferta.

O dinheiro levantado será utilizado para financiar parte dos investimentos, de cerca de R$ 600 milhões, da concessão de 15 anos da Zona Azul em São Paulo. O restante do dinheiro para esse investimento virá de outras fontes de financiamento, como crédito bancário.

Da oferta, cerca de R$ 100 milhões foram vendidas a investidores institucionais e outra parte menor ao varejo, segundo uma fonte. O restante teria sido comprado pelo fundo Maranello, que já é acionista da companhia, com uma fatia de 47,7%, que dava garantia firme à oferta. Seu único cotista é André Esteves, sócio sênior do BTG Pactual.

O prospecto da oferta informou que se as condições causadas pela pandemia do covid-19 reduzirem a demanda pelas ações da empresa no IPO, o Maranello ou entidades relacionadas "manifestaram a intenção" de comprar até a totalidade das ações da oferta.

O BTG Pactual foi o coordenador líder da oferta. Bradesco BBI, Banco do Brasil e Santander também fizeram parte do sindicato.

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