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Com "TR travada", financiamento imobiliário terá prestações fixas

A partir de agora, o uso da variação mensal da Taxa Referencial (TR) nos financiamentos habitacionais é facultativo. A decisão oficial saiu nesta quarta-feira e foi anunciada pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, após a reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN). Isso significa que as instituições financeiras poderão usar como teto máximo de juros a TR apurada nos 90 dias anteriores mais a taxa de 12%. Hoje, segundo Mantega, esse valor seria 12% mais 2,2%. De acordo com o ministro, essa é a chamada "TR travada", que será revista mensalmente. A grande vantagem dessa nova forma de utilização da TR, segundo ele, é que as instituições poderão conceder os financiamentos com prestações fixas o que é algo apreciado pelo tomador do empréstimo, já que o brasileiro prefere saber de antemão o valor de sua prestação. Segundo Mantega, nada impede que as instituições financeiras abram mão da TR. De acordo com ele, há bancos no Brasil que colocam a TR no contrato, mas descontam seu valor da prestação. Para o ministro, a tendência desse mercado é de redução das taxas de juros, já que é um mercado competitivo. De acordo com o ministro, os financiamentos habitacionais sem a TR não poderão ter taxa de juros maior do que aquela cobrada hoje pelos bancos com base na TR mais juros. Segundo Mantega, a permissão para que os bancos não cobrem TR em financiamento imobiliário ajudará a reduzir o valor da prestação paga pelo mutuário. A expectativa, segundo ele, é que ao longo do tempo o valor das prestações passe a ficar próximo ao aluguel de um imóvel, que hoje está entre 0,6% e 1% do valor do imóvel.Possibilidades de financiamentoO secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Júlio Cezar Gomes de Almeida, explicou que a decisão do CMN abre aos mutuários a possibilidade de optar por três modalidades diferentes de financiamentos para comprar a casa própria. De acordo com o secretário, os compradores poderão continuar tomando empréstimo com as características já vigentes, ou seja, com TR mais juros de até 12% ao ano e prestações variáveis. Na segunda opção, os bancos poderão oferecer um financiamento sem cobrança da TR, com juros de até 12% ao ano e pagamento em parcelas fixas. Na terceira alternativa, de acordo com o secretário, o banco oferece um empréstimo com taxa de juros de até 12% ao ano mais a TR travada. O diretor de Normas do Banco Central, Alexandre Tombini, informou que o BC vai definir a TR travada que terá validade até o final deste mês com base na TR do período de 15 de junho até 12 de setembro passados. Ele não soube dizer qual é o valor que será definido para essa TR. Mas explicou que no dia 29, o Banco Central divulgará a TR travada que valerá para os financiamentos prefixados que serão feitos em outubro. "A TR travada é sempre calculada com base na média da taxa diária da TR nos 90 dias anteriores. E será divulgada pelo BC no último dia útil de cada mês, com validade para o mês seguinte", afirmou.Segundo Tombini, ao calcular a TR travada o BC vai divulgar qual o limite máximo de taxas de juros para os financiamentos habitacionais prefixados. "Isso nada mais é que a soma da taxa de juros de 12% ao ano mais a TR travada", afirmou. Essa nova modalidade de financiamento no Sistema Financeiro Habitacional pode ser adotada para financiamento de até R$ 245 mil para imóveis com valor de avaliação de até R$ 350 mil.Fabio Graner, Adriana Fernandes, Renata Veríssimo e Gustavo Freire

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