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Com US$ 159,6 bi de reservas, BC suspende compra de dólares

A última vez que o BC ficou fora do mercado por três dias seguidos foi em setembro do ano passado

Gustavo Freire, O Estadao de S.Paulo

07 de agosto de 2017 | 00h00

O Banco Central (BC) informou ontem que as reservas internacionais do País eram de US$ 159,657 bilhões na última quarta-feira. O valor havia aumentado US$ 309 milhões em relação ao dia anterior e era US$ 3,747 bilhões maior que os US$ 155,910 bilhões do final de julho. Mas esses números ainda não refletiam a suspensão das compras de dólares do Banco Central no mercado, decisão adotada desde terça-feira, diante da disparada das cotações da moeda americana.O primeiro número de reservas que poderá refletir a suspensão das aquisições de moeda estrangeira será conhecido hoje, quando o Banco Central deve divulgar a posição da quinta-feira. O Banco Central informa a posição de reservas com um dia de defasagem, e o número reflete as operações feitas até dois dias antes.''''O Banco Central não podia continuar comprando moeda estrangeira e adicionando volatilidade a um mercado já nervoso'''', disse a economista-chefe da Mellon Glogal Investments Brasil, Solange Srour. A última vez que o Banco Central ficou fora do mercado de câmbio por três dias seguidos foi em setembro do ano passado.A maior preocupação, de acordo com a economista da Mellon Global Investiments, é com o comportamento do câmbio. ''''Se o dólar continuar subindo 5% todo dia, o Banco Central vai acabar tendo que fazer um leilão de swap normal para tentar conter a alta da moeda americana contra o real'''', comentou.FORTE SAÍDAA puxada do câmbio vem sendo alimentada pela forte saída de capitais estrangeiros dos mercados de renda variável e renda fixa. ''''Afora isso, estamos vendo uma suspensão das captações externas e das operações de IPO (oferta inicial de ações)'''', disse uma fonte do mercado.Em contrapartida, o fluxo de investimentos estrangeiros diretos para o País não foi interrompido pela crise internacional. ''''Esta modalidade de investimento é toda estruturada tendo com horizonte prazos sempre mais longos. Eles não são muito afetados por flutuações diárias do mercado'''', disse a fonte.Outro amortecedor da crise tem sido o comportamento dos exportadores. ''''Com o câmbio em alta, os exportadores estão procurando antecipar a entrada de seus dólares no País para ter algum ganho com a desvalorização do real'''', comentou um analista de mercado. Em apenas oito dias de agosto, essas contratações chegaram aos US$ 6,066 bilhões, uma média diária de US$ 758,2 milhões.

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