Franck Robichon/EFE/EPA
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Mercados internacionais fecham em alta com vitória democrata nos EUA e vacina da covid

Mercado se animou com a vitória de Joe Biden para a presidência dos EUA, mas também ficou eufórico com a eficácia de 90% do imunizante produzido pela Pfizer com a BioNTech

Sergio Caldas e Aline Bronzati, O Estado de S.Paulo

09 de novembro de 2020 | 07h30
Atualizado 09 de novembro de 2020 | 19h41

As bolsas da Ásia, Europa e Nova York fecharam em alta generalizada nesta segunda-feira, 9, após a confirmação da vitória do democrata Joe Biden na eleição presidencial dos Estados Unidos. Além disso, os mercados também reagem positivamente ao anúncio de que a vacina da Pfizer e da BioNTech apresentou uma eficácia de mais de 90% contra a covid-19.

A apuração das urnas nos EUA confirmou no sábado, 7, que Biden será o 46º presidente da maior economia do mundo. No entanto, o atual presidente, Donald Trump, ainda não concedeu a derrota ao rival e pretende questionar o resultado eleitoral na Justiça.

Além disso, Trump promete dificultar a transição de cargo para Biden e sua equipe. Nesta segunda, ele bloqueou o direito do presidente eleito de acessar informações de dados e recursos do governo que são essenciais para a transferência de poder na Casa Branca.

A corrida eleitoral americana também deixou a questão da covid-19 em segundo plano. Nos últimos dias, os EUA vêm relatando mais de 100 mil novos casos diários. Já na Europa, vários países adotaram novas medidas de confinamento em uma ofensiva dos governos locais para conter a doença.

Nesse aspecto, anima a possibilidade de que o tratamento da Pfizer e da BioNTech esteja oferecendo bons resultados. Porém, a primeira análise dos testes divulgada nesta segunda, e que ainda estão em andamento, é uma pequena amostra da possível performance da vacina no "mundo real". O imunizante é um dos quatro que estão nos estágios finais de testes nos Estados Unidos

"A segunda onda de covid-19 continua a atrapalhar as economias em todo o mundo, e as últimas notícias sobre vacinas são um incentivo bem-vindo para a esperança de que 2021 possa ser um ano muito melhor do que 2020 para a economia global", avalia o ING.

Bolsas da Ásia

Também no fim de semana, foram divulgados dados mistos da balança comercial da China. Na comparação anual de outubro, as exportações chinesas saltaram 11,4%, superando a previsão de analistas, de alta de 9%, enquanto as importações subiram 4,7% no período, abaixo da estimativa de acréscimo de 8,3%.

O índice acionário japonês Nikkei subiu 2,21% em Tóquio, atingindo o maior nível desde o fim de 1991, enquanto o Hang Seng avançou 1,18% em Hong Kong. O sul-coreano Kospi se valorizou 1,27% em Seul e o Taiex registrou ganho de 1,19% em Taiwan.

Na China continental, o Xangai Composto teve alta de 1,86% e o menos abrangente, Shenzhen Composto, de 2,25%. Na Oceania, a bolsa australiana foi também impulsionada pelo desfecho da eleição americana, e o S&P/ASX 200 avançou 1,75% em Sydney

Bolsas da Europa 

No velho continente, a euforia com a eleição de Biden e a notícia do imunizante da Pfizer tomou conta dos índices. Por lá, a expectativa pela vacina foi endossada pelo anúncio da Comissão Europeia de que irá comprar 300 milhões de doses da vacina.

Por lá, o Stoxx 600 teve alta de 3,98%, enquanto a bolsa de Londres teve forte alta de 4,67%, Paris saltou 7,75% e a de Frankfurt avançou 4,94%. Milão, Madri e Lisboa tiveram ganhos de 5,43%, 8,57% e 7,67%. 

Bolsas de Nova York

Em Nova YorkDow Jones S&P 500 fecharam em alta de 2,95% e 1,17%, mas o Nasdaq caiu 1,53% com a baixa das ações do setor de tecnologia perto do final do pregão. Mais cedo, os índices americanos registravam forte alta na casa dos 4%. As ações que mais se valorizaram hoje foram aquelas de empresas que serão beneficiados por uma reabertura econômica total caso a pandemia de covid-19 termine. 

No setor aéreo, Boeing avançou 13,71% e American Airlines subiu 15,18%. Entre as petroleiras, Chevron registrou alta de 11,60%. Entre as operadoras de cruzeiros, Royal Caribbean disparou 28,78%. No setor bancário, os papéis do JP Morgan ganharam 13,54% e os do Citigroup 11,54%. 

Os setores de tecnologia e serviços de comunicação, por outro lado, caíram 0,73% e 0,25%, respectivamente, no S&P 500, e puxaram uma redução nos ganhos dos índices acionários no final do pregão. Apple recuou 2,00%, Amazon cedeu 5,06% e Facebook caiu 4,99%. As gigantes de tecnologia foram beneficiadas com o home office adotado nos últimos meses pelas empresas para restringir a circulação de pessoas durante a pandemia. Caso uma vacina seja aprovada, essas ações podem perder o apelo entre investidores.

Petróleo

Os contratos futuros de petróleo fecharam em fortes altas hoje, impulsionados pelo otimismo do mercado para a recuperação na economia, após a divulgação da eficácia da vacina da Pfizer e de olho na vitória de Biden. Ao longo da sessão, a euforia diminuiu, assim como para outros ativos, mas ainda houve importantes avanços nos preços. O WTI para dezembro fechou em alta de 8,41%, em US$ 40,29 o barril, enquanto o Brent para janeiro subiu hoje 7,48%, a US$ 42,40 o barril - durante a sessão, a alta ficou próxima a 10% para WTI e Brent, com o primeiro chegando a ultrapassar essa marca simbólica.

O ING projeta que o petróleo passe por um movimento de acentuada alta, com a recuperação da demanda. No entanto, o banco indica que ainda há perguntas sem respostas a respeito do imunizante, como a logística por trás da vacinação em massa de toda a população mundial. "Todas essas questões ajudarão a determinar quando a economia global pode retornar a algo mais próximo do normal. Em nossas últimas previsões, presumimos que pode não ser até meados do final de 2021 para o crescimento retornar de forma consistente para muitas economias", avalia o ING./COLABORARAM MAIARA SANTIAGO E MATHEUS ANDRADE

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