Com volume ainda fraco, Bovespa segue NY e fecha em alta

O principal índice das ações brasileiras avançou nesta terça-feira, aproveitando o otimismo das bolsas norte-americanas com os lucros corporativos em outra sessão com volume abaixo da média.

SILVIO CASCIONE, REUTERS

26 de abril de 2011 | 18h59

O Ibovespa teve alta de 0,26 por cento, a 67.144 pontos. O giro do pregão foi de 5,26 bilhões de reais, abaixo da média de cerca de 6,7 bilhões de reais neste ano.

Nos Estados Unidos, os índices Standard & Poor's 500 e Dow Jones fecharam em alta de cerca de 0,9 por cento, nos maiores níveis desde 2008, após resultados trimestrais de Ford, 3M e UPS.

Apesar da força de Nova York, o mercado brasileiro passou o dia sem deslanchar muito acima de 67.000 pontos.

"O único comentário é que o mercado está completamente sem tendência, lateralizou desde ontem. A principal característica tanto ontem como hoje é o baixo volume de negócios", disse Rossano Oltramari, analista da XP Investimentos.

Segundo ele, os principais eventos da semana ainda estão por vir: o comunicado pós-reunião do Federal Reserve, na quarta-feira, e a ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), na quinta-feira. Ambos os textos devem dar pistas sobre os próximos passos da política monetária dos Estados Unidos e do Brasil, que por ora caminham em direções distintas --a primeira ainda estimula a economia, e a segunda já encarece o custo dos empréstimos.

As duas ações de mais liquidez espelharam a ausência de viés do mercado. Petrobras PN teve variação positiva de 0,08 por cento, a 26,20 reais, e Vale PN teve alta de 0,06 por cento, a 46,79 reais.

Entre os destaques de alta estiveram as ações do setor imobiliário, que receberam uma avaliação positiva dos analistas do Barclays. O banco revisou os preços-alvo e as perspectivas de lucro para as construtoras, avaliando que as atuais cotações refletem um cenário muito ruim que "não é realista", na opinião dos analistas Guilherme Villazante e Vinicius Mastrorosa.

Rossi, que teve um aumento de 15 por cento na projeção do Barclays para o lucro por ação em 2011, subiu 2,24 por cento, a 15,07 reais.

As ações do setor de celulose também subiram acima da média, repetindo o desempenho da véspera. "Os níveis de estoque estão um pouco mais baixos e as informações sobre a demanda de papel aqui no mercado interno e de embalagens são de números bastante robustos", acrescentou Oltramari, da XP. Fibria subiu 2,53 por cento, a 25,51 reais.

Na parte de baixo, as ações da OGX continuaram impedindo um desempenho melhor do Ibovespa, com queda de 2,83 por cento, a 17,15 reais. A empresa de Eike Batista tem sofrido com a reação do mercado ao relatório da certificadora D&M sobre as reservas de petróleo da companhia.

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