Com volume forte, Ibovespa sobe quase 1% apesar de NY

O principal índice das ações brasileiras fechou em alta nesta quarta-feira, descolando dos índices em Nova York em uma sessão com volume acima da média e destaque para as ações da Vale.

SILVIO CASCIONE, REUTERS

22 de setembro de 2010 | 17h50

O Ibovespa avançou 0,89 por cento, a 68.325 pontos. O giro do pregão foi de 7,44 bilhões de reais, acima da média de 5,9 bilhões de reais nos pregões anteriores do mês.

Em Nova York, os índices Dow Jones e Standard & Poor's 500 recuaram entre 0,2 e 0,5 por cento, ainda afetados pelo comunicado do Federal Reserve na véspera sobre a possibilidade de uma ajuda adicional à economia dos EUA e também pelo desempenho ruim das ações do setor de tecnologia.

"Na verdade, o nosso mercado está um pouco atrasado. Os mercados emergentes estão andando bem", disse Rossano Oltramari, analista da corretora XP Investimento. "O que a gente tem observado é uma forte desvalorização do dólar; ninguém quer ficar com dólar. E esse fluxo tem vindo para o Hemisfério Sul", completou.

Outros profissionais têm notado nos últimos dias um aumento do fluxo estrangeiro, seja no mercado à vista, seja por meio de contratos futuros de índice.

As ações preferenciais da Vale foram as que mais contribuíram para a alta do Ibovespa, com ganho de 1,57 por cento, a 43,35 reais. A empresa, citada em relatório do JPMorgan como uma opção de compra no mercado brasileiro, anunciou na noite de terça a compra da fatia majoritária de uma empresa de logística em Moçambique.

Após o fechamento do mercado, a Reuters publicou que a Vale Fertilizantes deve fazer uma oferta primária de ações no primeiro semestre de 2011.

Também se destacaram as ações de construção civil, como MRV, com alta de 5,77 por cento, a 17,42 reais, e PDG Realty, com ganho de 4,41 por cento, a 20,62 reais.

A Braskem avançou 1,87 por cento, a 15,76 reais, após a Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae) do Ministério da Fazenda recomendar a aprovação sem restrições da compra da petroquímica Quattor pela empresa.

Na contramão do mercado, as ações da Petrobras continuaram a sofrer com a expectativa pela definição do preço dos papéis na capitalização. O prazo para reserva terminava nesta sessão, e o preço será definido na quinta-feira, após o fechamento.

As ações preferenciais da estatal tiveram queda de 1,4 por cento, a 25,98 reais.

Estimativas de mercado consideram que a demanda pelos papéis deve ser suficiente para garantir o sucesso da operação, com destaque para as compras do próprio governo e de investidores institucionais.

(Reportagem de Silvio Cascione; Edição de Aluísio Alves)

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