Rafael Matsunaga/Wikimedia Commons
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Com Argentina e impasse entre EUA e China, dólar vai a R$ 4,18

Real foi a moeda emergente com pior desempenho ante o dólar no mercado internacional; câmbio ficou no patamar mais alto desde 13 de setembro de 2018

Simone Cavalcanti e Altamiro Silva Jr, O Estado de S.Paulo

02 de setembro de 2019 | 16h26
Atualizado 04 de setembro de 2019 | 18h24

Em dia marcado pelo baixo volume de negócios no mercado doméstico, com giro de menos da metade de um dia normal na Bolsa e no câmbio, por conta do feriado nos Estados Unidos, o dólar acelerou a alta e superou o nível de R$ 4,18, fechando no maior patamar desde 13 de setembro de 2018. O real foi a moeda emergente com pior desempenho ante o dólar no mercado internacional.

Os ativos domésticos tiveram piora na tarde de hoje, em meio a relatos de que a China e Estados Unidos estão tendo dificuldade de encontrar uma data para uma reunião bilateral, esperada para este mês e que deve discutir a situação comercial entre as duas maiores economias do mundo.

Ibovespa ampliou o ritmo de queda, com investidores realocando carteiras neste início de mês, quando começa a vigorar a nova composição do principal índice de ações do Brasil. O Ibovespa fechou os negócios na mínima do dia e perdeu o patamar dos 101 mil pontos, que vinha defendendo até por volta do meio-dia.

O aumento da pressão no câmbio no final da tarde ajudou os juros futuros a renovarem máximas, fechando com ganhos firmes nas taxas longas. Também na renda fixa a sessão foi marcada pela fraca liquidez, com negócios de cerca de um terço da média dos últimos 30 dias nos principais contratos.

Mesmo sem a referência de Wall Street, o noticiário externo foi movimentado hoje e não faltaram notícias negativas, seja da Argentina, onde a Casa Rosada tomou medidas para restringir a compra de dólares por pessoas físicas, seja na Europa, onde as dificuldades no processo de saída do Reino Unido da União Europeia (Brexit) continuaram a concentrar as atenções.

Em Buenos Aires, a imprensa estatal informou que o governo do presidente Mauricio Macri planeja adiar o envio do projeto para alterar prazos nos pagamentos de bônus de curto prazo.

Em meio ao noticiário, o peso se fortaleceu, mas a prudência prevalece até porque a liquidez por lá também foi muito baixa. No Reino Unido, o primeiro-ministro Boris Johnson reafirmou que não pretende adiar a data prevista para o Brexit, dia 31 de outubro, e negou que possam ocorrer eleições antecipadas, ao contrário do que vem dizendo a imprensa britânica.

Nesse quadro, a libra se enfraqueceu, com o dólar em geral em alta frente a outras divisas fortes

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