Com volume fraco, Bovespa vira no final da sessão e cai

Alta exibida pelas principais ações Vale e Petrobras e pelo setor siderúrgico foi insuficiente para garantir a alta

Claudia Violante, da Agência Estado,

28 de julho de 2008 | 17h34

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) conseguiu passar quase incólume ao tombo das bolsas norte-americanas. Mas, nos últimos 30 minutos do pregão, devolveu toda a alta e passou a cair. No final da tarde, o Ibovespa - índice que mede o desempenho das ações mais negociadas na Bolsa - terminou em queda de 0,58%, aos 56.869,0 pontos.   Veja também: Dólar fica 'de lado' e fecha em leve alta a R$1,575   A alta exibida pelas principais ações Vale e Petrobras e pelo setor siderúrgico foi insuficiente para garantir o mesmo sinal para o principal índice à vista, uma vez que o volume foi muito fraco e isso faz com que qualquer movimento ganhe relevância.   O giro de hoje totalizou apenas R$ 3,990 bilhões (preliminar). A Bovespa oscilou entre a mínima de 56.839 pontos (-0,63%) e a máxima de 58.176 pontos (+1,71%). No mês, acumula perdas de 12,53% e, no ano, de 10,98%.   "A operação de hoje foi predominantemente de tesouraria", comentou um profissional ao ressaltar que as ordens de compras ocorridas concentraram-se nos papéis ligados a commodities. Daí o desempenho de Vale, Petrobras e siderurgia para cima.   Mas este comportamento foi insuficiente para manter a Bolsa na mesma trajetória o pregão todo. Isso porque o Dow Jones recuou 2,11%, aos 11.131,1 pontos, o S&P encerrou em baixa de 1,86% e o Nasdaq, de 2%. Parte da queda de lá foi culpa da alta dos metais e do petróleo - o contrato para setembro negociado na Nymex (bolsa eletrônica de Nova York) avançou 1,19%, para US$ 124,73, por causa da confirmação, pela Royal Dutch Shell, de que parte de sua produção está suspensa na Nigéria, por causa de ataques de grupos militantes.   Mas a principal causa para o tombo em Wall Street foi o comportamento em baixa das ações do setor financeiro. Os investidores estão céticos com a capacidade de grupos financeiros, que tradicionalmente atuam como motores tanto do mercado de ações quanto da economia dos EUA como um todo, sustentarem um rali enquanto continuam as pressões sobre os preços dos imóveis e sobre o valor de ativos de crédito.   Uma das notícias que ajudaram a incentivar as vendas foi publicada no Wall Street Journal e informava que reguladores federais fecharam mais dois bancos nos EUA, o First National Bank of Nevada e o First Heritage Bank of Newport Beach. Ainda segundo o "Journal", a SEC - órgão fiscalizador do mercado acionário norte-americano - está investigando rumores que circularam sobre o Lehman Brothers Holdings nas últimas semanas e derrubaram fortemente as ações.   Para amanhã, a agenda segue carregada, inclusive de balanços - saem números da GM, Santander e British Petroleum, entre outros - e os nervos vão continuar tensos. O que significa dizer que pode ser mais um dia de queda à Bolsa doméstica.   Em tempo: hoje foi a estréia das ações ON da IronX e da LLX, oriundas da cisão parcial da MMX Mineração e Metálicos. Ambas subiram, respectivamente 27,26% e +23,12%.

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