Combate à pobreza precisa visar expansão econômica--estudo

Governos, órgãos de assistência eoutros agentes interessados na redução da pobreza precisam seconcentrar mais no crescimento geral das economias, afirmounesta quarta-feira um relatório patrocinado pelo Banco Mundial. O documento alertou, no entanto, que qualquer aumento doprotecionismo em meio à alta dos preços de energia e alimentospode pôr em risco a melhora do cenário global. O autor do relatório e vencedor do prêmio Nobel deEconomia, Michael Spence, disse que os órgãos de auxíliohumanitário e os outros agentes que se concentram emmicrocrédito e programas para ajudar as classes mais pobresdeveriam prestar mais atenção à macroeconomia, deixando de veros mercados globais como inimigos. "Nós gastamos muitos anos olhando ao redor e discutindo aredução da pobreza sem qualquer referência ao crescimento",disse em entrevista à Reuters antes do lançamento do relatório."Isso simplesmente não faz sentido para mim. É a única coisaque resolve." O "Relatório sobre Crescimento", que também foi financiadopor Austrália, Suécia, Holanda, Grã-Bretanha e uma fundaçãoprivada, analisou 13 países com projeção de crescimento de 7por cento nos próximos 25 anos. Os países são Botsuana, Brasil, China, Hong Kong,Indonésia, Japão, Coréia do Sul, Malásia, Malta, Omã,Cingapura, Taiwan e Tailândia, segundo o relatório. Índia eVietnã quase entraram no grupo. Há diferenças entre os países, mas também algumas lições emcomum. Essas lições foram a exploração da economia mundial; amanutenção da estabilidade macroeconômica junto com altas taxasde poupança e investimentos; e governos comprometidos, comcredibilidade e com capacidade, segundo o documento. O relatório também afirmou que a pobreza deve continuar adiminuir nas próximas décadas, com a Índia crescendorapidamente por mais 15 anos para alcançar o nível atingidoatualmente pela China. A China ainda tem 600 milhões de pessoas na zona rural quepodem migrar para o mercado de trabalho nas cidades.

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