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Combinação de atividade e inflação é bastante indigesta

Análise: Juan Jensen

SÓCIO DA TENDÊNCIAS CONSULTORIA, PROFESSOR DO INSPER, O Estado de S.Paulo

15 de dezembro de 2011 | 03h06

Os dados oficiais do PIB mostraram estagnação da economia no terceiro trimestre, segundo o IBGE. O IBC-Br de outubro, uma espécie de PIB mensal, divulgado pelo Banco Central, já referente ao quarto trimestre, mostra que a trajetória da economia continua fraca, tendo sido registrado um recuo de 0,32% em relação a setembro, nos dados livres de influência sazonal. Essa foi a terceira queda mensal consecutiva, sendo que as retrações observadas em agosto e setembro foram de -0,58% e -0,11%, respectivamente.

A queda do PIB mensal em outubro foi determinada, sobretudo, pelo desempenho ruim da produção industrial, que recuou 0,6% em relação a setembro, já descontada a sazonalidade dos dados, como também pelo desempenho fraco das vendas no varejo, que mostraram estabilidade em outubro, enquanto as vendas no chamado varejo ampliado, que inclui automóveis e construção civil, também apresentaram recuo, de 0,4%.

Desta forma, apesar da estabilidade do PIB no terceiro trimestre, a economia vem apresentando um quadro de retração nos últimos três meses.

Mas informações de indicadores antecedentes referentes a novembro mostram que esta trajetória de queda deve ser interrompida no próximo mês. A expedição de papelão ondulado elevou-se 1,5%, o fluxo de veículos pesados nas estradas sob concessão subiu 0,7%, o consumo de energia elétrica subiu 0,2%, as vendas de veículos aumentaram 10,4% e a confiança do consumidor subiu 3,3%. O único entre esses indicadores a apresentar queda em novembro foi a produção de automóveis, que registrou recuo de 0,9%.

Elevação, A partir desses antecedentes, a expectativa é que tanto a produção industrial como as vendas no varejo voltem a apresentar elevação em novembro, de 0,6% e 0,5%, respectivamente.

Em dezembro, a atividade econômica deve ganhar suporte adicional com o pacote de estímulo ao consumo, de modo que a economia brasileira deve apresentar um ritmo mais forte de expansão no quarto trimestre.

Para o PIB, a expectativa é de alta de 0,5% no último trimestre do ano, suficiente apenas para uma elevação de 2,8% no PIB de 2011. Um resultado fraco que, aliado a uma inflação elevada, provavelmente acima do teto da meta, gera uma combinação bastante indigesta no primeiro ano do governo Dilma Rousseff. E o pior é que as expectativas para 2012 não são muito diferentes dos resultados de 2011.

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