Combustíveis devem aumentar 4% na bomba

A instabilidade nos mercados do dólar e do petróleo registrada logo após o atentado aos Estados Unidos deve ter impacto pequeno no reajuste dos preços dos combustíveis, que entra em vigor no próximo dia 6. Os números serão definidos amanhã, mas cálculos preliminares de técnicos do governo indicam que os preços nas bombas terão aumento de 4%, enquanto o reajuste nas refinarias será de aproximadamente 5%. Segundo Fabiana Fantini, da Tendências Consultoria Integrada, os aumentos deverão ser de 4% a 5% na refinaria, e de 3% a 4% ao consumidor.Os porcentuais já eram estes, antes dos ataques terroristas. Duas razões explicam esse pequeno reflexo, de acordo com técnicos da área econômica. Em primeiro lugar, o preço do petróleo sofreu um "tombo" nesta semana, após um período de alta, e a cotação do dólar também recuou. O reajuste da gasolina é definido a cada três meses, nesse caso pelos preços do petróleo e do dólar entre 2 de julho e 28 de setembro, de forma que serão computados poucos dias após o ataque. A fórmula de reajustes a cada três meses tem como objetivo repassar ao consumidor as variações do preço do petróleo - para cima ou para baixo.A equipe econômica chegou a discutir a possibilidade de aplicar aos combustíveis um reajuste menor do que o determinado pela fórmula. Mas a tendência é de que o aumento seja aplicado integralmente. "Tem de repassar tudo, do contrário teremos ainda mais problemas com a arrecadação da PPE", disse um técnico, referindo-se à Parcela de Preço Específica, um tipo de imposto embutido no preço dos combustíveis.Teoricamente, o reajuste de outubro será o último a ser definido pelo governo. De acordo com o cronograma, o próximo aumento seria no dia 6 de janeiro. No entanto, a partir de 1.º de janeiro, o mercado de petróleo e combustíveis será totalmente liberado, se for aprovado o projeto de emenda constitucional que cria a Contribuição de Intervenção de Domínio Econômico (Cide), que substituirá a PPE.

Agencia Estado,

27 de setembro de 2001 | 09h13

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.