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Combustíveis, industrializados e remédios pressionam inflação

A manutenção da taxa de inflação prevista para a cidade de São Paulo em abril, entre 0,15% e 0,20%, está ligada à expectativa de pressão que o IPC-Fipe deverá sofrer nas últimas duas quadrissemanas do mês dos preços dos combustíveis, produtos industrializados e remédios. A afirmação é do professor de Economia da USP e coordenador do IPC-Fipe, Paulo Picchetti.No subgrupo combustíveis, afirma o economista, o álcool é que pressionará a inflação. O produto fechou a segunda quadrissemana de abril em queda de 8,20%, depois de ter recuado 17% na primeira parcial do mês e já está subindo 6% na ponta, ou seja, na variação da última semana comparativamente à mesma semana de março. Por causa do comportamento do álcool e seu conseqüente impacto sobre a gasolina, o grupo Transportes, que vinha apresentando variações negativas há cinco quadrissemanas consecutivas, desde a primeira de março, fechou agora em alta de 0,27%.Os produtos industrializados como um todo, exceto combustíveis, apresentaram na média um ligeiro recuo na velocidade de remarcação dos preços, de 0,52% na primeira quadrissemana para 0,46%. "A pressão das matérias-primas sobre os preços da indústria recuou um pouco, mas a pressão da indústria sobre o varejo continua", afirmou Picchetti, acrescentando que esta pressão não tem chegado integralmente na ponta do consumidor porque o varejo tem assumido parte das novas tabelas.No caso dos remédios, afirmou o coordenador do IPC-Fipe, eles foram os principais responsáveis pela alta de 0,65% do grupo Saúde no período. No último dia 31 de março o governo autorizou um reajuste de 5,70% sobre esses produtos. O aumento, segundo constataram os pesquisadores da Fipe, deveria aparecer na coleta de preços somente na terceira quadrissemana de abril porque nesse período as farmácias estabeleceriam uma lista e o porcentual que os produtos deveriam receber de reajuste. O coordenador do IPC-Fipe manteve a previsão de inflação para o ano entre 5,5% e 6%.

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