Combustíveis não prejudicam Petrobras

A decisão do governo de não repassar a alta do preço do petróleo para os derivados do produto no mercado interno não deve resultar em prejuízo para a Petrobras. Uma norma do governo de julho de 1998 determina que a estatal seja remunerada pelo seu produto de acordo com o preço da gasolina praticado na costa do Golfo Americano, o que garante à Petrobras ganhos expressivos.Para manter o preço dos combustíveis estável, mesmo com a alta do petróleo, o governo utiliza recursos que deveriam ser direcionados à Parcela de Preços Específica (PPE). Dessa forma, para repassar à Petrobras o pagamento do barril do petróleo de acordo com os preços do mercado internacional, o governo vem diminuindo a parcela do preço do combustível direcionada à PPE. Como os últimos aumentos dos combustíveis não foram suficientes para compensar todo o aumento no óleo no exterior, a meta para o superávit dessa conta, que no início do ano era de R$ 3,5 bilhões, foi reavaliada em julho para R$ 800 milhões.Para a Petrobras, isso não afeta os ganhos da empresa. A companhia produz de acordo com custos vigentes no mercado interno, mas ganha segundo preços internacionais. Essa diferença é paga pelo governo mas, indiretamente, recai sobre a população. Com a queda do saldo da conta PPE, o governo precisa aumentar sua arrecadação ou diminuir seus gastos e investimentos para cumprir a meta de superávit fiscal com o Fundo Monetário Internacional (FMI).Veja na seqüência a avaliação dos analistas para o preço-alvo das ações.

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