Combustíveis: reajuste acima do esperado

O preço dos combustíveis pode aumentar. De acordo com uma fonte da equipe econômica do governo, o reajuste deverá ser superior aos 5% projetados pelo Banco Central (BC). Isso porque, quando o BC fez a projeção desse reajuste, estava considerando o preço do barril do petróleo próximo a US$ 28,00. Como, desde então, as cotações têm apenas subido, este valor não é mais a melhor referência, o que explicaria a necessidade de um reajuste maior. Novembro é a data mais provável para o anúncio deste que poderá ser o terceiro reajuste dos combustíveis em 2000. Oficialmente o governo diz que não há qualquer discussão sobre o reajuste. Ontem, o ministro de Minas e Energia, Rodolpho Tourinho, disse que não há aumentos em perspectiva. "Uma hora o preço sobe, e outra cai. Não é por isso que vai se dar aumento", disse. O secretário do Tesouro Nacional, Fábio Barbosa, também enfatizou que ainda não há nenhuma decisão em relação a um aumento dos preços dos derivados de petróleo no mercado interno.A fonte consultada por esta reportagem disse que os números de outubro estão indo bem e que isso acaba abrindo espaço para que o reajuste dos combustíveis tenha um impacto menor na inflação acumulada no ano, facilitando a decisão do governo em prol do reajuste. Os "números" referem-se ao bom desempenho da inflação em setembro. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que serve como indicador para a meta de inflação, registrou um aumento de preços no mês passado de 0,23%, quando a expectativa era de que ficasse em torno de 0,5%. "

Agencia Estado,

25 de outubro de 2000 | 10h54

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