Combustíveis terão reajustes após fim das oscilações, diz Petrobras

O preço da gasolina e do diesel serão reajustados para acompanhar o preço internacional do petróleo, mas apenas quando a volatilidade (oscilação de preços) diminuir. A informação tem sido repetida pelo presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, como resposta às insistentes perguntas sobre o repasse da alta do petróleo para os derivados. "Não vou antecipar nossa política de preços, no momento certo o reajuste será anunciado", afirmou.Em reunião realizada hoje na Federação da Indústria do Estado de São Paulo (Fiesp), onde apresentou o plano estratégico 2006-2010, Gabrielli insistiu em dizer que a decisão sobre os preços dos derivados cabe à Petrobras. Ele ficou irritado com a pergunta sobre a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) que não previu aumentos para a gasolina e diesel até o final do ano: "A ata do Copom tem direito de ter a expectativa que quiser, mas a Petrobras é quem vai decidir."Segundo o executivo, a decisão da estatal está condicionada apenas a uma questão econômica: a volatilidade. "Não podemos fazer reajustes com a volatilidade alta, porque o seu repasse ao consumidor pelos postos de gasolina é rápido, mas a redução de preços não", explicou, lembrando que, em 2003, quando houve redução nos preços da gasolina na refinaria, o consumidor praticamente não foi beneficiado. O presidente, no entanto, não quis dizer qual seria o desvio em torno da média que, para a Petrobras, significará uma volatilidade mais baixa.O próprio presidente da Petrobras concordou que é difícil esperar pelo fim da volatilidade, já que existe um movimento de especulação no mercado futuro do petróleo que tem impedido a fixação de um patamar um pouco mais estável nos preços.PrevisãoEle reconheceu também que a previsão da empresa para o barril nos próximos anos é bastante conservadora. A Petrobras estima o preço do barril a US$ 45, em 2006; US$ 30, no ano seguinte; e US$ 25, a partir de 2008 até 2010. Ao mesmo tempo, Gabrielli minimizou o fato de o barril ter batido em US$ 70 ontem à noite. "Ele chegou a US$ 70, mas já caiu agora pela manhã, boa parte deste movimento é especulação", afirmou.

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