Epitácio Pessoa / Estadão Conteúdo
Epitácio Pessoa / Estadão Conteúdo

Combustível acaba e motorista deixa carro na rua em Sorocaba

Em Varginha, já há taxistas usando álcool de mercado para encher o tanque

O Estado de S.Paulo

25 Maio 2018 | 11h22

SOROCABA – A comerciária Maria Gorete Bastos, de 34 anos, deixou o carro na rua depois que o combustível acabou, na manhã desta sexta-feira, 25, em Sorocaba, interior de São Paulo. Ela trabalha como caixa numa rede de supermercados e, como faz diariamente, seguiu com o carro de Alumínio, cidade próxima, para o trabalho na zona leste de Sorocaba. “Saí mais cedo e passei em quatro postos no caminho e só um tinha combustível, mas a fila era de três horas. Resolvi seguir em frente e me dei mal”, disse. Com a ajuda de pedestres, ela empurrou o carro até o recuo de uma loja e seguiu a pé para o trabalho. “Estou atrasada e mais tarde dou um jeito”, disse, aflita.

+ AO VIVO: acompanhe os acontecimentos do quinto dia de greve em tempo real

Nesta manhã, eram raros os postos que ainda tinham combustível na cidade, mas, em alguns, a qualidade era duvidosa. O pintor Mário Fabiano abasteceu num deles, próximo da prefeitura, e logo depois seu carro parou. “Esperei quase quatro horas para conseguir abastecer com etanol, mas desconfio que o combustível é ruim. O carro afogou e está saindo água pelo escapamento”, disse. Com o transporte coletivo parado, em razão da falta de combustível, algumas ruas estavam quase sem veículos, mas muitas pessoas seguiam a pé para o trabalho. “O carro está com pouco combustível e deixei com minha mulher para uma possível emergência”, disse o esmaltador Péricles Gedeão, disposto a enfrentar uma hora de caminhada.

+ Motoristas de vans escolares aderem à paralisação em São Paulo

Varginha

Taxistas de Varginha, no Sul de Minas Gerais, apelaram ao álcool etílico hidratado, vendido em supermercados e de uso doméstico, para abastecer seus veículos. "A gente precisa trabalhar e na hora do aperto foi o jeito que alguns encontraram para não ficar parado", contou um motorista com ponto na rodoviária da cidade.

Na região, a greve dos caminhoneiros entrou nesta sexta-feira no quinto dia e acentuou ainda mais a falta combustível nos postos. Por outro lado, o transporte público opera com apenas um terço da frota.

Em outras cidades do país, também foram relatados registros do uso desse tipo de álcool no tanque do automóvel. Mas especialistas alertam que o produto pode causar problemas no motor porque conta com uma parte de água.

Mais conteúdo sobre:
greve Sorocaba [SP] combustível

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.