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Combustível, aço e tarifa pública aumentaram mais em 2004

As altas nos preços dos combustíveis e do aço no atacado e os reajustes nas tarifas e preços administrados no varejo foram determinantes na formação da inflação de 2004 medida pelo Índice Geral de Preços Mercado (IGP-M), que fechou o ano em 12,41%, contra alta de 8,71% em 2003. Para o coordenador de análises econômicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Salomão Quadros, a grande diferença entre as altas no atacado (15,09%) e no varejo (6,20%) não conduzirá a um repasse integral e imediato dos preços para o consumidor.Ele explicou que as altas de preço no atacado estão muito concentradas em estágios iniciais da produção, como os setores siderúrgico e químico. Na avaliação do economista, conforme os produtos passem pelos estágios de processamento necessários para serem oferecidos ao consumidor, essa elevação será "atenuada". Porém, ele reconheceu que há um "potencial de repasse e que alguma coisa será repassada, mas não tudo". Já os preços dos produtos agrícolas contribuíram para segurar a inflação no atacado em 2004. Segundo Salomão Quadros, eles acumularam alta de apenas 2,29% em 2004; em contrapartida, os preços dos produtos industriais subiram 20,18% no ano. Ele disse que as elevações de preço no atacado dos agrícolas ficaram concentradas em poucos segmentos, como legumes e frutas, que encerrou o ano com alta de 24,21%, influenciada pelo alface (81,91%) e limão (207,69%).Entre os destaques de recuo de preço, nos produtos agrícolas em 2004, estão os grupos cereais e grãos (queda de 16,20%); e lavouras para exportação (queda de 10,41%), sendo influenciado pelo recuo no preço da soja no ano (-31,34%).

Agencia Estado,

29 de dezembro de 2004 | 13h53

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