Combustível ainda não terá redução no preço

O governo e os representantes do setor sucroalcooleiro não conseguiram chegar ontem a um acordo de redução dos preços do álcool combustível, para garantir a redução do valor do litro da gasolina. Uma nova reunião ocorrerá hoje com as distribuidoras e revendedoras de combustível. Depois de duas horas de reunião, na qual o governo não voltou a ameaçar o confisco dos estoques privados como fez na sexta-feira, os empresários concordaram em colocar a venda parte do produto estocado.O ministro Marcus Vinícius Pratini de Moraes, que falou em nome dos ministros Pedro Malan (Fazenda), Rodolpho Tourinho (Minas e Energia) e Alcides Tápias (Desenvolvimento), ressaltou que só haverá redução de preços se as distribuidoras e postos concordarem. "Não basta acertar com o setor de matéria prima, pois toda a cadeia produtiva deve estar engajada nesta tarefa." Segundo o presidente da União da Indústria Canavieira dos Estado de São Paulo (Única), Eduardo Pereira de Carvalho, a reunião de ontem serviu para que os produtores dessem a garantia de abastecimento de álcool ao mercado brasileiro até maio de 2001, quando se inicia a colheita da próxima safra. Os 13 representantes do setor consideraram satisfatórias as medidas anunciadas pelo governo na semana passada, de redução de 24% para 20% da mistura do álcool na gasolina e a retomada dos leilões do estoque do governo a partir do dia 21. Ele disse que as medidas anunciadas pelo governo irão trazer uma estabilização de preços esperada por todos.Nem o ministro, nem o representante dos produtores de álcool quiseram especular qual seria a redução de preços. Segundo Carvalho, os usineiros concordaram em vender parte do seu estoque para abastecer o mercado. O representante do setor sucroalcooleiro, porém, se negou a adiantar o tamanho dos estoques privados e quanto será vendido.

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