Felipe Rau/ Estadão
Felipe Rau/ Estadão

Combustível começa a chegar aos postos de SP

No entanto, não há previsão para normalização da situação, segundo presidente da Sincopetro; donos de postos têm recebido ameaças por telefone 

Ana Paula Niederauer, O Estado de S.Paulo

29 Maio 2018 | 10h59

SÃO PAULO - O presidente do Sindicato de Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de São Paulo (Sincopetro), José Alberto Gouveia, afirmou ao Estado nesta manhã de terça-feira,29, que alguns postos de São Paulo estão recebendo combustível. 

Segundo ele, as entregas do combustível de 'boa qualidade' foram feitas durante a madrugada sob escolta policial. " A entrega de combustível é mínima e não há previsão para normalizar a situação na cidade de São Paulo. 80% da entrega do combustível é feita pelos caminhões das refinarias que só conseguem sair escoltados. Os outros 20% é feito por caminhoneiros que estão em greve ou com medo de piquetes", explicou Gouveia.

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O presidente da Sincopetro disse também que os postos que estão recebendo combustível devem ter apoio da polícia, porque segundo ele, há relatos de brigas, principalmente de pessoas que furam a fila. Contudo, ele ressaltou que é preciso "ter muita paciência". Ele disse também que recebeu informações de que proprietários de postos de gasolina na capital têm sido ameaçados por telefone quando tentam receber e vender o combustível. " Tem gente ameaçando botar fogo no posto. É quase uma guerra", lamenta Gouveia.

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Gouveia afirmou que, quando a greve acabar de fato, a população deve esperar em média 10 dias para normalizar a situação do abastecimento de combustível. "Nos primeiros três dias ainda se formarão longas filas, mas aos poucos a população vai se tranquilizar e ver que não terá mais a necessidade de correr para abastecer o veículo. Os postos devem levar sete dias para recuperar os estoques", disse o presidente da Sincopetro. 

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