Combustível: controle faz preços caírem

O monitoramento do preço dos combustíveis praticados pelos postos começa a mostrar seus primeiros resultados positivos. A lista, divulgada no site da ANP - Agência Nacional do Petróleo (veja link abaixo), está fazendo com que revendedores comecem a diminuir seus preços.A Agência ainda não contabiliza números, mesmo porque a atualização dos preços deverá ser concluída até o fim da semana. Mas já vem sentindo indícios de que a pressão dos consumidores começa a fazer efeito. "Muitos postos ligam para a Agência dizendo que reduziram seus preços e pedem que a informação em nossa página na Internet seja alterada", disse o diretor da ANP, Luiz Augusto Horta. Outra novidade que deve contribuir para a queda dos preços é que em 180 dias a tabela divulgada pela ANP crescerá e trará informações de todos os 28 mil postos do Brasil. Além disso, dentro de poucos meses, o consumidor poderá descobrir qual o melhor preço de combustível em seu bairro, pelo telefone. Bastará ligar para o número gratuito da ANP: 0800-900267.A tendência de queda, entretanto, resume-se às capitais, como São Paulo e Rio de Janeiro. Nas demais cidades, o monitoramento de preços já está indicando a necessidade de ações anticartel. Em Juiz de Fora (MG), as margens de revenda estão em média em R$ 0,30 e todos os postos da cidade trabalham com margens superiores a R$ 0,15, valor acordado entre revendedores e governo. O preço do litro da gasolina varia entre R$ 1,60 e R$ 1,68. ANP monitorará também o gás de botijãoO próximo passo no monitoramento de preços da Agência será dado no mercado de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), o gás de botijão. O trabalho é ainda mais complicado do que o monitoramento dos postos de combustíveis automotivos, pois a rede de revendedores de gás é de 70 mil empresas, enquanto o número de postos de gasolina é de, no máximo, 28 mil unidades.O diretor explica que devem começar em breve as reuniões para definir como será este monitoramento. Horta lembra que nunca um mercado varejista teve um acompanhamento de preços como o que está sendo feito para os combustíveis e, futuramente, será feito para o GLP. "É mais ou menos como se o consumidor tivesse uma tabela com os preços do pãozinho e o do saco da farinha em todas as padarias".

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