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Começa 9ª rodada de Licitações de Áreas Petrolíferas

Segundo ANP, 67 empresas foram habilitadas para concorrer aos 271 blocos oferecidos no leilão

27 de novembro de 2007 | 10h45

O leilão da 9ª Rodada de Licitações de Áreas Petrolíferas começou às 10h20 desta terça-feira, 27, depois que o prazo para entrega de garantias pelas empresas interessadas foi adiado até às 8 horas pela Agência Nacional do Petróleo (ANP). Segundo a agência, 67 empresas foram habilitadas para concorrer aos 271 blocos oferecidos. Apesar de o edital prever a possibilidade de as empresas poderem oferecer garantia até uma hora antes do leilão, nas oito rodadas anteriores não havia ocorrido de a própria ANP anunciar a extensão do prazo até um período tão próximo da apresentação das propostas.  Só poderão dar lances as companhias que apresentarem as garantias bancárias, que variam de R$ 15 mil a R$ 60 mil, dependendo da área. A prorrogação do prazo foi interpretada por analistas como sinal de que há desistência de grandes companhias, mais interessadas no elevado potencial dos 41 blocos excluídos do leilão por determinação do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). Dois ex-funcionários do órgão regulador entrevistados pelo Estado, porém, afirmam que o procedimento é normal e pode refletir apenas o cronograma apertado do leilão ou dificuldades de algumas companhias em obter cartas de garantia. É consenso entre especialistas, no entanto, que a exclusão das 41 áreas com potencial de reservas no pré-sal esvazia o leilão. "É evidente que o leilão não vai ser tão concorrido como se esperava, já que o mercado tinha informações do grande potencial das áreas excluídas", comenta o consultor John Forman, ex-diretor da ANP. "As maiores provavelmente não terão o mesmo interesse."  O diretor-financeiro da Petrobrás, Almir Barbassa, previu grande competição. "Teremos uma disputa bastante forte, dado o número recorde de empresas inscritas", disse. Ele garantiu que a Petrobrás "vai com apetite" para o leilão. "Foi participando das rodadas que chegamos ao atual nível de reservas", disse. Executivos de algumas das maiores companhias do setor, por outro lado, confirmam a frustração das expectativas. "Sem essas áreas, a participação das grandes empresas deve ser residual. No máximo, devem tentar um ou outro bloco próximo das áreas onde já têm atividades", diz uma fonte de multinacional. Na opinião da fonte, essas empresas devem esperar a retomada da 8ª Rodada, prevista para 2008, que ainda terá áreas na chamada faixa pré-sal. Outro executivo conta que as grandes petroleiras vinham se dedicando à análise das áreas do pré-sal, com o comprometimento de equipes técnicas e compra de dados geológicos. A ANP se comprometeu a devolver os R$ 5 milhões pagos pelo pacote de dados que ofereceu às petroleiras interessadas no leilão. Mas o executivo lembrou que muitas companhias compraram informações adicionais no mercado e terão que assumir o prejuízo. Segundo ele, a contratação de pesquisa sísmica em águas ultraprofundas custa pelos menos US$ 10 mil por quilômetro quadrado. Forman lembra que ainda existem áreas interessantes para as indústrias, como os blocos próximos das reservas de gás em águas rasas da Bacia de Santos e regiões de novas fronteiras, como a Bacia de Pernambuco-Paraíba e a bacia terrestre do Parnaíba. A ANP vai oferecer ainda lotes na Bacia de Campos que ficaram de fora do último leilão e uma série de áreas em terra, voltadas para companhias de menor porte.

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