Começa a cobrança por minutos na conta de telefone

A Telefônica começa a migração da cobrança das chamadas locais de pulso para minutos no próximo dia 16, na região de São José do Rio Preto. A cidade de São Paulo será a última a migrar, durante o mês de julho. A empresa já oferece planos alternativos em minutos, mas as associações de consumidores recomendam que as pessoas esperem até que cheguem as primeiras contas em minutos antes de migrar, para que cada um conheça seu consumo real.?Apesar de positiva, a migração de pulsos para minutos está sendo conduzida de uma forma atrapalhada?, afirmou Luiz Fernando Moncau, advogado do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec). ?O consumidor tem que optar para migrar, mas não conhece o seu perfil. Isso fere seu direito a uma informação clara e precisa.?A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) criou dois planos obrigatórios, que têm o mesmo valor de assinatura. Em São Paulo, custam R$ 37,98 por mês. O plano básico tem uma franquia de 200 minutos, com tarifação mínima de 30 segundos. Ele é recomendado para quem faz chamadas de até 3 minutos.O Plano Alternativo de Serviço de Oferta Obrigatória (Pasoo) inclui 400 minutos de ligações, com tarifa de completamento de chamadas equivalente a quatro minutos. O plano é voltado para quem faz ligações mais longas e para quem usa internet discada.Além disso, a Telefônica já oferece seis planos alternativos, com cobrança por minutos. ?Desaconselhamos aderir a um plano alternativo agora, pois as pessoas ainda não sabem qual é o seu perfil de consumo em minutos e uma escolha errada pode sair caro?, disse Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Pro Teste).Quem já sabe que a maioria dos telefonemas que faz dura mais de três minutos precisa entrar em contato com a operadora e optar pelo Pasoo. ?Uma chamada de 15 minutos pode sair duas vezes mais cara no plano básico?, apontou Moncau, do Idec. O consumidor pode mudar do plano básico para o Pasoo e vice-versa, a qualquer momento, sem nenhum custo.Conta detalhadaCom a migração, a operadora será obrigada a oferecer a conta detalhada, discriminando cada ligação, sem cobrar nada do cliente. Cada consumidor, no entanto, terá que solicitar à operadora o detalhamento. ?A princípio, a solicitação tem que ser feita a cada mês?, disse Stael Prata Silva Filho, diretor-geral da Telefônica. No entanto, não é essa a interpretação do regulamento para as associações dos consumidores, para quem as pessoas precisariam optar pela conta detalhada uma única vez.A mudança na tarifação vai atingir 10,5 milhões de clientes da Telefônica. Outros 1,5 milhão já optaram por planos alternativos de minutos na telefonia local. A Telefônica investiu mais de R$ 200 milhões na migração. Quem já tem plano alternativo em pulsos - como a Linha da Economia Família e o Plano Internet Ilimitada - passará a ser cobrado em minutos entre 2 e 29 de maio, independentemente da cidade em que vive.?Oitenta e cinco por cento da base terá uma variação muito pequena de sua conta se migrar para o plano básico?, afirmou Silva Filho. A variação, para esses clientes, pode representar um aumento de até 5% na conta ou mesmo uma redução. ?Para os outros 15%, o melhor é o Pasoo. Eles têm perfil típico de quem usa internet discada.?A Telefônica acredita que a conversão de pulsos para minutos pode incentivar a migração de clientes da internet discada para a banda larga. A empresa fechou 2006 com 1,6 milhão de clientes do Speedy. ?Devemos chegar a 2 milhões no fim do ano e a 2,5 milhões em 2008?, disse o diretor-geral da Telefônica. Em média, uma ligação de acesso à internet dura 34 minutos. A operadora também aposta num pequeno aumento da base de assinantes este ano. Em 2006, houve queda.

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