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Começa amanhã processo para entrada da Venezuela no Mercosul

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, agradeceu hoje o "grande apoio" dos presidentes do Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai para que a Venezuela possa entrar como membro pleno no Mercosul após "sete anos de espera". Chávez chegou hoje a Montevidéu para participar amanhã, sexta-feira, da cúpula presidencial na qual será formalizada a incorporação de seu país ao Mercosul - formado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. Chávez chegou hoje a Montevidéu para participar da cúpula presidencial na qual será formalizada a incorporação de seu país ao MercosulUma vez formalizado amanhã o início do processo de entrada da Venezuela no Mercosul, começará um período de negociação, que os técnicos calculam que levará um ano, para que a Venezuela cumpra as normas e disposições do Mercosul.Os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, da Argentina, Néstor Kirchner, e Hugo Chávez se reunirão depois da cúpula do Mercosul. Fontes diplomáticas brasileiras disseram que no encontro será analisada, além da entrada da Venezuela, o projeto de construção de um gasoduto entre o país caribenho e a Argentina, passando pelo Brasil. Lula e Kirchner chegarão a Montevidéu ainda na tarde de hoje.RefinariaNo próximo dia 16, Lula e Chávez lançarão a "pedra fundamental" da refinaria construída em sociedade pelas estatais Petrobras e Petróleos de Venezuela (PDVSA) em Pernambuco. A refinaria terá capacidade para processar 200 mil barris de petróleo por dia e custará US$ 2,5 bilhões em partes iguais para cada companhia. O projeto deve gerar 230 mil empregos diretos durante os quatro anos de sua construção.A refinaria é um antigo projeto que finalmente foi definido em agosto, durante a Cúpula da Comunidade Sul-Americana de Nações realizada em Brasília. A instalação produzirá óleo diesel e gás liquefeito de petróleo (GLP) para atender ao crescimento da demanda do nordeste brasileiro em 2011 e substituir importações.Além desse projeto, a Petrobras e a PDVSA têm planos conjuntos de explorar três campos de gás no estado venezuelano de Sucre (leste). As jazidas guardam 11 trilhões de pés cúbicos (312.098 metros cúbicos) de gás natural e requerem investimentos de US$ 2,2 bilhões.Além disso, a Petrobras se comprometeu a avaliar as reservas do Campo de Carabobo, situado na Faixa Petrolífera do Orinoco. A jazida teria cerca de 270 bilhões de barris de petróleo extra pesado e fica no centro da Venezuela.

Agencia Estado,

08 de dezembro de 2005 | 15h33

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