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Começa análise da viabilidade do pólo de Corumbá

Os estudos de viabilidade econômica para a implantação do pólo gás-químico Brasil-Bolívia, em Corumbá (MS), deverão começar daqui a 60 dias e finalizados no prazo de um ano ? meados de agosto de 2003. Até lá, a Associação Brasileira da Indústria Química e a consultoria Maxiquim deverão entregar à coordenação dos trabalhos os cenários sobre a demanda por polietilenos a partir de 2008, informou o coordenador do Grupo de Trabalho do Pólo Gás-Químico, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Luiz Carlos Tubino da Silva. O complexo gás-químico de Corumbá vem sendo planejado pela parceria Odebrecht-Petrobras há cerca de dois anos. O projeto orçado em US$ 1 bilhão prevê a instalação de um separador de etano do gás natural prospectado na Bolívia. Segundo Luiz Fernando Tubino, somente na etapa dos estudos de viabilidade será possível fazer a formatação societária do novo complexo. Portanto, ainda não há certeza sobre as participações da Petrobras e do Odebrecht no projeto, já que o mesmo poderá atrair outros interessados. O etano, encontrado à razão de 5% do gás natural, será usado para a produção da resina termoplástica polietileno, nas versões de alta densidade (PEAD), baixa densidade (PEBD) e linear (PEBDL). A reformulação sobre a demanda futura vem sendo feita com base na queda do consumo da resina e também nas novas produções, como a de 600 mil t/ano da Dow Química no pólo argentino de Bahía Blanca, iniciada em janeiro de 2001, e a de 600 mil t/ano da Rio Polímeros, uma associação dos grupos Unipar, Suzano Petroquímica, Petrobras e BNDESPar, no pólo gás-químico de Duque de Caxias (RJ), prevista para 2004. PrazoA construção do pólo demandará três anos, e a largada para as obras será sinalizada pelos cenários sobre o consumo futuro. Se a Maxiquim encontrar as curvas de oferta e demanda economicamente viáveis para 2010, por exemplo, o novo pólo será construído a partir de 2006 ou 2007. Até lá, a Rio Polímeros deverá estar estabilizada no mercado brasileiro, de forma que deverá se cumprir a previsão de saída da empresa do sócio investidor BNDESPar. Mas não há, por enquanto, qualquer indicativo de que o braço de participações do banco público se envolverá no projeto de Corumbá. De qualquer forma, o sócio investidor, devido ao grande poder de aporte de capital para o projeto, é a Petrobras. O Grupo Odebrecht deverá se empenhar, neste e nos próximos três anos, com aportes para a integração da futura Braskem. Isso inclui renegociação de dívida com o BNDES, para prospecção de novos créditos com o banco, a fim de engrenar a Braskem e sustentar o aumento da demanda por derivados de nafta em Camaçari (BA). A definição sobre o complexo de Corumbá dependerá, sobretudo, da determinação do fluxo constante de gás pelo gasoduto Bolívia-Brasil. "Esse fluxo está intimamente ligado à demanda por gás para geração térmica e como combustível veicular", apontou Tubino. Essas duas demandas, por sua vez, dependem da definição sobre o preço do gás, objeto de negociações bilaterais dos governos da Bolívia e do Brasil - nesse último caso, com a participação da Petrobras. Leia mais sobre o setor de Química e Petroquímica no AE Setorial, o serviço da Agência Estado voltado para o segmento empresarial.

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