Começa em Genebra reunião decisiva da OMC

Os Estados Unidos se disseram nasegunda-feira dispostos a cortar subsídios agrícolas parapermitir a conclusão da Rodada de Doha do comércio global, maspediram que grandes economias emergentes, como Brasil e Índia,também façam a sua parte. A redução dos subsídios norte-americanos que distorcem omercado agrícola é uma das principais exigências dos paísesdesenvolvidos. A reunião de ministros em Genebra é consideradaa última chance para concluir o tratado comercial globallançado há sete anos em Doha, no Catar. "Para que haja um resultado significativo para estarodada... sabemos que temos de garantir um significativo novoacesso na agricultura, na indústria e nos serviços, e isso éparticularmente verdadeiro quando se trata dos interesses dospaíses em desenvolvimento", disse a representante comercial dosEUA, Susan Schwab, em entrevista coletiva no primeiro dia doevento, que deve durar a semana inteira. O presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, disse que areunião representa um "agora ou nunca" para a Rodada DE Doha,que segundo ele ajudaria os países pobres a prosperarem pormeio do comércio. Serão discutidos também os setores industrial e deserviços, nos quais Estados Unidos, União Européia e outraseconomias desenvolvidas esperam obter mais aberturas. Ocomissário europeu de Comércio, Peter Mandelson, disse que estaé a oportunidade "única em uma geração" de promover uma reformaagrícola e abrir mercados. "Só teremos mais liberalização comercial no futuro, sóteremos aumento no padrão de vida para as pessoas do mundo,especialmente nos países em desenvolvimento, se tomarmos asdecisões corretas nesta semana", disse Mandelson a jornalistas. Para os países em desenvolvimento, cabe às nações ricasassumirem o ônus por tal abertura. "Os aumentos dos preços docombustível e dos alimentos são uma sombria lembrança dacontinuidade das desigualdades no comércio agrícola global. Ospaíses desenvolvidos hoje são responsáveis pelas maioresdistorções no sistema global de comércio", disse o ministroegípcio de comércio, Rachid Mohamed Rachid. "Numa época de tanto sofrimento entre os membros maispobres, as nações ricas devem resistir ao protecionismo, devemassumir sua responsabilidade e fazer as mudanças políticasnecessárias", disse ele em nota. (Reportagem adicional de Laura MacInnis, Jonathan Lynn eRobin Pomeroy)

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