Começa reunião de cúpula do G-20 na Austrália

Cada país do grupo deve apresentar um plano sobre como dar sua contribuição para a meta de adicionar US$ 2 tri à economia mundial

AE, Estadão Conteúdo

15 de novembro de 2014 | 09h04

O primeiro-ministro da Austrália, Tony Abbott, prometeu que os líderes do G-20 vão entregar propostas para acrescentar US$ 2 trilhões à economia mundial, por meio de incentivos ao comércio internacional e mais investimentos em infraestrutura. Segundo ele, essas medidas vão gerar milhões de empregos e impulsionar o PIB global em "mais de 2%" sobre os níveis projetados para os próximos cinco anos.

"Sim, nós queremos um comércio mais livre e vamos conseguir isso. Sim, nós precisamos de mais infraestrutura e vamos construir", disse Abbott na abertura oficial da reunião do G-20 na cidade de Brisbane. "Essa é a nossa mensagem para o mundo: governos podem entregar resultados, governos podem chegar a um acordo para um mundo melhor. Podemos ter mais empregos e mais crescimento".

Cada país do G-20 - que representa 85% do PIB global - deve apresentar um plano abrangente durante o encontro sobre como dar sua contribuição para a meta de adicionar US$ 2 trilhões à economia mundial. Entretanto, não está claro se o comunicado final vai apresentar esses detalhes. O secretário do Tesouro da Austrália, Joe Hockey, disse que as estratégias do grupo incluem 1 mil medidas. "Embora ainda enfrentemos desafios econômicos em muitas partes do globo, estou otimista de que o compromisso com mais 2% de expansão vai entregar o crescimento que o mundo precisa", afirmou.

Antes das reuniões oficiais, os líderes do grupo aproveitaram um tradicional churrasco australiano nas dependências do Parlamento. O menu incluiu camarões, ostras, carneiro e pavlov, uma tradicional sobremesa de merengue, geralmente servida com frutas e chantily. Muitas primeiras-damas visitaram um santuário de vida animal, onde brincaram com coalas e alimentaram cangurus. Os chefes de governo também foram saudados por uma tradicional cerimônia de boas-vindas de uma tribo aborígine.

Do lado de fora do centro de convenções onde ocorre o encontro, centenas de manifestantes enfrentaram o forte calor e driblaram uma série de barreiras policias para cobrar ações contra as mudanças climáticas e pedir que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, fosse banido da reunião. Os protestos foram pacíficos, mas dois manifestantes foram presos para averiguação. Fonte: Associated Press.

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