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Começa reunião de ministros preparatória da cúpula do G20

Objetivo da cúpula é mostrar que o mundo está unido perante 'os desafios comuns'

EFE

14 de março de 2009 | 09h11

Ministros de Economia e Finanças do G20 posam para foto na abertura de encontro. Foto:AP

 

Os ministros de Economia e Finanças do Grupo dos Vinte (G20, os países mais ricos e os principais emergentes) e os presidentes dos bancos centrais iniciaram hoje, no sul da Inglaterra, uma reunião para preparar a agenda da cúpula de líderes que será realizada em Londres, em 2 de abril.

 

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Em um breve discurso de abertura, o ministro das Finanças do Reino Unido e anfitrião da reunião, Alistair Darling, disse que os presentes devem "organizar e coordenar" seus esforços em busca de soluções frente à recessão econômica, e destacou que o que decidirem "não afetará uma parte do mundo, mas o mundo inteiro".

 

A reunião começou pouco depois das 5h45 de Brasília em um hotel de luxo cerca de 70 quilômetros ao sul de Londres, aonde os ministros e os governadores começaram a chegar na sexta-feira para manter algumas reuniões bilaterais e participar de um jantar oficial.

 

A sessão de hoje, da qual devem sair as propostas finais a serem tratadas na cúpula de 2 de abril, deve durar até 12h de Brasília, e depois Darling informará sobre os resultados em entrevista coletiva.

 

O objetivo principal é aproximar posições e trabalhar em uma agenda comum que permita oferecer uma imagem de consenso, dadas as diferenças de enfoque e de conceito existentes para propor soluções à crise internacional, principalmente entre os Estados Unidos e países europeus como a Alemanha e a França.

 

Os Estados Unidos, com o apoio do Reino Unido, defende coordenar um estímulo fiscal - equivalente a 2% do Produto Interno Bruto (PIB) global - para aumentar o investimento público e incentivar a demanda, enquanto a Europa, com Alemanha e França à frente, considera que já comprometeu o suficiente e rejeita mais endividamento.

 

Darling disse na sexta-feira que não há divisões insolúveis entre os países e que há uma vontade compartilhada de tomar medidas para apoiar "as pessoas, os negócios e as economias".

 

O Reino Unido se esforçou para diminuir as expectativas sobre os resultados tanto da reunião do sábado quanto da cúpula de abril. O Governo britânico ressaltou nas últimas horas que o objetivo da cúpula do dia 2 é mostrar que o mundo está unido perante "os desafios comuns", o que poderia se traduzir em uma simples declaração de princípios, mais do que em medidas concretas.

 

O ministro de Assuntos Exteriores britânico, David Miliband, considerou que é preciso ser realista sobre os resultados da cúpula de abril, e declarou que "uma conferência de um dia não pode solucionar todos os problemas do mundo".

 

Paralelamente à reunião de ministros e presidentes de bancos centrais, o primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, receberá hoje a chanceler alemã, Angela Merkel, que viajou à capital britânica ontem à noite.

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