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Começam as pressões para alta no preço do aço

Fabricantes da matéria-prima já pedem reajustes para montadoras

Cleide Silva, Alberto Komatsu e Kelly Lima, O Estadao de S.Paulo

21 de fevereiro de 2008 | 00h00

Fabricantes de veículos começaram a receber pedidos de reajuste de 10% no preço do aço. Embora o mercado de carros esteja aquecido, as montadoras temem que o repasse do aumento para o consumidor diminua o consumo interno e a competitividade externa, já prejudicada pelo câmbio.Como as negociações estão no início, nenhuma montadora comenta o tema nem as justificativas do pedido. Segundo o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Jackson Schneider, o setor está preocupado."Um carro consome, em média, 650 quilos de aço e a participação dessa matéria-prima no seu custo é relevante", afirma Schneider. Segundo ele, as montadoras compram entre 4 a 5 milhões de toneladas de aço por ano, cerca de 20% da produção nacional. Segundo ele, de 2002 a 2007, o preço do aço subiu 144%, enquanto os automóveis tiveram reajustes de 73%.O reajuste de 65% no preço do ferro reflete o aumento entre 9% e 16% no aço, estima o vice-presidente do Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS), Marco Polo de Mello Lopes. Ele reitera que ainda é cedo para se saber quando e se as siderúrgicas vão repassar essa faixa de variação, pois o aumento vai depender de negociações para cada tipo de produto siderúrgico."O aumento no preço do minério foi feito por condições de mercado e não de custo. As empresas estão fazendo contas", afirma Lopes. Segundo ele, no caso das montadoras, o reajuste do aço não implica necessariamente aumento dos automóveis. "O setor automotivo não precisa do aumento do aço para aumentar o preço dos carros; sempre foi assim", acrescenta.Lopes considera que a movimentação em torno do aumento do aço "faz parte de um jogo comercial". Segundo ele, toda a vez que há reajustes no aço pelo aumento do ferro, "os setores consumidores de aço reagem".INDÚSTRIA NAVALA indústria naval vai importar aço, isento dos 10% de ICMS, para compensar a diferença de preço do aço nacional, que hoje chega a 30%. "Se antes do aumento do minério e da isenção de impostos o aço importado já era 30% mais barato, agora podemos ser bem mais competitivos", diz o presidente do Sindicato Nacional da Indústria Naval, Ariovaldo Rocha. A isenção do ICMS foi autorizada ontem pelo governo do Rio, a exemplo do que já existe em outros Estados.

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