Começamos o processo de saída da crise, afirma Dilma

Ministra da Casa Civil ressalta medidas do governo contra a turbulência: 'Radicalizamos quando a crise veio'

Leonardo Goy, da Agência Estado, e Vannildo Mendes, de O Estado de S. Paulo,

15 de junho de 2009 | 15h57

A ministra chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, disse nesta segunda-feira, 15, que o Brasil, ainda com cautela, começou o processo de saída da crise econômica. Ao afirmar que o governo brasileiro não pode ser responsabilizado pela crise mundial, ela disse, entretanto, que "foi por responsabilidade do governo Lula que tivemos os efeitos da crise minorados", ressaltou no Palácio do Buriti para divulgação do balanço das obras do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC).

 

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Ao falar sobre o desempenho do Brasil em meio à crise financeira internacional, a ministra disse que o País "passou por um teste de estresse, passou pela maior crise econômica dos últimos tempos e passou porque não tivemos deterioração dos nossos indicadores". Dilma repetiu, em seguida, uma frase dita por ela mesma em outras ocasiões, segundo a qual "o Brasil não quebrou".

 

Além disso, completou, o País já criou condições para sair da turbulência. "Há fortes indicadores de que teremos recuperação no fim de 2009 e início de 2010", disse.

 

Ao comentar a redução da taxa básica de juros (Selic) para apenas um dígito, Dilma afirmou que atualmente o Brasil pode reduzir seus juros sem comprometer a estabilidade. "É possível para o Brasil crescer com estabilidade e ainda com distribuição de renda", disse ela, citando algumas medidas tomadas pelo governo contra a crise, como a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de alguns setores, como o automobilístico, e o aumento do salário mínimo.

 

"Radicalizamos quando a crise veio, aumentamos os investimentos em infraestrutura para o desenvolvimento econômico e social", afirmou a ministra.

 

Ao falar do PIB, que recuou 0,8% no primeiro trimestre do ano na comparação com os três últimos meses de 2008, Dilma comentou que o consumo das famílias voltou a crescer e que, para 2010, o governo espera taxas de crescimento do PIB "bem mais positivas".

 

Dilma, que é potencial candidata do PT à Presidência da República em 2010, trocou elogios no início do evento com o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, que é filiado ao DEM. Dilma classificou Arruda como "grande parceiro" de execução do PAC, enquanto o governador ressaltou o modo "republicano e apartidário" do governo federal ao tratar dos pleitos do Distrito Federal.

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