Começou como estagiário e se tornou presidente

Roger Ingold, Presidente da Accenture no Brasil e na AL

Aiana Freitas, O Estado de S.Paulo

25 de outubro de 2010 | 00h00

O executivo Roger Ingold acumula a presidência das operações da Accenture no Brasil e na América Latina. Ele começou a trabalhar na empresa há 28 anos e passou por diversos setores até chegar ao atual cargo, em 2004. Quando entrou como estagiário, a Accenture empregava 30 pessoas em São Paulo e 20 no Rio. Hoje são 8 mil pessoas no País, a sétima operação mais importante para a empresa no mundo. Um dos pilares da Accenture, que realiza consultoria em gestão, serviços de tecnologia e outsourcing, é a inovação constante. E manter funcionários motivados é uma das chaves para inovar, acredita Ingold.

Como foi sua trajetória de estagiário a presidente?

Desde que entrei na empresa, passei por várias funções diferentes. Cresci na área de varejo, depois ganhei responsabilidade na área de produto de consumo e indústria. O importante é que sempre me senti reconhecido, às vezes até à frente do que eu estava esperando. No nosso tipo de trabalho, você tem avaliações em todo projeto do qual participa. E isso é um motor tanto de inovação, quanto de motivação. Para manter a atividade, é importante ter o time sempre energizado.

Sua trajetória hoje talvez não seja tão comum - o jovem ambiciona logo a liderança, cresce na carreira muito rapidamente...

A nova geração tem muita ansiedade de experiências novas. Os jovens não querem ficar com o mesmo cliente um ou dois anos, querem ter certeza de que estão crescendo, aprendendo coisas novas. É missão dos líderes criar sempre esse frescor de experiências.

Como a Accenture inova hoje?

Investimentos em algumas novas áreas, o que mantém o frescor de nossa atividade. Estamos, por exemplo, trabalhando na chamada Connected Health, sistema que consiste na criação de um prontuário eletrônico do paciente. Ele vai a um hospital hoje e, se daqui a um ano, for em outro, a 3 mil quilômetros de distância, o médico terá acesso a todo seu prontuário eletronicamente, o que vai gerar benefícios médicos, econômicos e de qualidade. Essa era uma ideia muito cara, mas hoje a tecnologia permite que seja colocada em prática. Em breve a novidade vai chegar ao Brasil.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.