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Comer fora custou R$ 21 nos últimos 2 meses de 2010

A cidade onde se gastou mais em um prato principal, bebida não alcoólica, sobremesa e cafezinho foi o Rio de Janeiro, com média de R$ 26,57

Agência Estado,

16 de fevereiro de 2011 | 13h31

A refeição fora de casa ficou mais cara nos restaurantes brasileiros no final de 2010. É o que mostra pesquisa feita pela Associação das Empresas de Refeição e Alimentação Convênio para o Trabalhador (Assert) com 3.256 donos ou funcionários de restaurantes. O levantamento aponta que o preço médio nacional de uma refeição nos últimos dois meses de 2010 foi de R$ 21,11, valor superior ao apurado pela entidade em 2009, de R$ 18,20. A pesquisa foi realizada nas onze principais regiões metropolitanas do País, nos meses de novembro e dezembro. A Assert alerta que houve mudanças na metodologia do balanço em relação a 2009, com alterações no número de entrevistados e no período de realização da pesquisa, sem detalhar as diferenças.

A cidade onde se gastou mais em um prato principal, bebida não alcoólica, sobremesa e cafezinho foi o Rio de Janeiro, média de R$ 26,57. No Estado de São Paulo, a cidade de Santos teve o preço médio mais alto de uma refeição, de R$ 26,34. Por região, a média mais alta foi observada no Sudeste, de R$ 22,19, seguida pelo Centro-Oeste, de R$ 21,21. Em 2009, a média nas duas regiões havia sido de R$ 19,10. No Norte, o preço da refeição em 2010 foi de R$ 19,96, enquanto no Nordeste foi de R$ 18,95 e, no Sul, R$ 18,20.

A entidade atribui o aumento do custo da refeição à inflação acumulada do ano passado que, de acordo com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), foi de 5,91%, alta puxada pelo segmento de alimentação e bebida (10,39%). O presidente da Assert, Artur Almeida, lembra que itens fundamentais na composição de uma refeição tiveram aumentos significativos, como o feijão (51,49%) e a carne (29,64%). Ele destaca que o aquecimento da economia brasileira, com emprego e renda em alta, resultou no aumento da demanda por refeições fora de casa. Almeida esclarece que a pesquisa não representa um índice econômico.

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