Comércio alerta que aumento da Selic impede crescimento

A Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP) advertiu, em comunicado, que "o excesso de ortodoxia do Banco Central, com a nova elevação da Selic, a taxa básica de juros da economia, impede que o País aproveite o momento favorável para sair do círculo vicioso que envolve aumentos de juros e impostos, situação extremamente prejudicial para seu desenvolvimento". "Isso reduz as possibilidades de geração de emprego e renda", enfatizou o presidente da entidade, Abram Szajman, para quem o governo precisa, com urgência, diminuir os juros e iniciar um programa de reforma da máquina administrativa, para reduzir seus gastos.Segundo o presidente da Fecomercio-SP, a cada aumento de 0,5 ponto percentual na Selic, o custo da dívida pública cresce cerca de R$ 5 bilhões, o que equivale a 25% da arrecadação total da CPMF, por exemplo. "Desta forma, a elevação dos juros amplia os compromissos financeiros do governo, o que acaba exigindo também mais impostos. É um círculo vicioso que precisa ser interrompido", avaliou.Para o presidente da Fecomercio-SP, a taxa de inflação deve manter seu ritmo de queda e os cenários interno e externo são positivos para que o governo possa reiniciar uma trajetória de redução de juros.Comércio no RJA Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ) vê com preocupação a decisão do Banco Central de elevar a Selic de 18,25% para 18,75%, diz em nota o presidente da entidade, Orlando Diniz. "As alegações de que existe ameaça de pressão derivada da demanda não se justificam, já que a recomposição da renda e nível de ocupação verificada em 2004 representou apenas um resgate das perdas observadas no passado", argumenta o líder empresarial no texto.De acordo com ele, "nada melhor do que crescimento sustentado para eliminar definitivamente o descompasso entre oferta e demanda". Segundo a nota, o comércio vê o cenário brasileiro como positivo, mas "o processo de recuperação dos setores da economia, especialmente no que se refere a bens não duráveis, pode ser muito prejudicado com uma nova alta dos juros". De acordo com Diniz, quem mais sofrerá esses efeitos são as micro e pequenas empresas.

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