Comércio aponta "extremo conservadorismo" em decisão do Copom

O presidente da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP), Abram Szajman, avaliou hoje que o Banco Central agiu com "extremo conservadorismo" ao optar pela manutenção dos juros em 19,75% ao ano. "A manutenção do atual patamar da Selic é, neste momento, um mecanismo inócuo diante das variáveis que podem estar preocupando o Banco Central", afirmou, destacando que a crise política e a alta do petróleo estão fora do alcance do controle do Copom.Szajman disse ainda que um maior aumento do salário mínimo e um possível aquecimento da demanda interna não estão se concretizando a ponto de exigir cautela. "De fato, o Banco Central só tem ação sobre o poder de compra da moeda e não sobre essas variáveis", acrescentou.Ele disse ainda que o ambiente para queda dos juros é ainda mais propício, já que a incerteza no cenário político-econômico tende a retrair o consumo. "Este sentimento do consumidor pode estar antecipando um cenário que o modelo econômico irá mostrar mais para frente.""Cuidado excessivo" Já a Fecomércio-RJ divulgou nota reiterando que "o momento econômico já permitiria uma redução de 0,5 ponto percentual na Selic". Para Diniz, "a manutenção da Selic demonstra um cuidado excessivo do Copom e emperra a engrenagem do setor de comércio de bens e serviços. Com a valorização do real, a trajetória dos preços em queda e a aproximação da meta central de 4,5% das médias dos núcleos do IPCA, já seria possível uma redução de 0,5 ponto percentual na taxa básica de juros".

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