Comércio brasileiro cresceu 11,7% em 2004

O comércio brasileiro cresceu 11,7% em 2004, tomando como base o mesmo período do ano passado. O dado, divulgado nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou ainda que, em 2004, o Brasil tinha cerca de 1,380 milhão de empresas, atuando em 1,441 milhão de estabelecimentos, gerando, dessa maneira, receita operacional líquida de R$ 798,2 bilhões. Essas empresas ocupavam cerca de 6,681 milhões de pessoas, que receberam um total de R$ 45,2 bilhões, entre salários, retiradas e outras remunerações. Tomando como base o ano anterior, o pessoal ocupado nessa atividade cresceu 9,1%, ou 559 mil pessoas, enquanto a massa salarial teve um aumento de 12,8% no mesmo período.Segundo o instituto, em 2004 as empresas comerciais com 20 ou mais pessoas ocupadas eram cerca de 33 mil e, embora fossem apenas 2,4% do total pesquisado, suas receitas (R$ 592,0 bilhões) representavam 74,2% do total estimado para o comércio do País. Tais empresas ocuparam 2,329 milhões de pessoas e pagaram R$ 24,6 bilhões em salários.Em 2004, as empresas com 500 empregados (0,03% do total) geraram R$ 243,4 bilhões ou 30,5% da receita estimada na atividade comercial pela PAC. Por outro lado, as empresas com até 19 pessoas ocupadas (98% do total) foram responsáveis pela geração de R$ 225,4 bilhões, ou 28,2% da receita operacional líquida.Varejo Em 2004, o Varejo manteve-se como a segunda participação no total da receita líquida do comércio no País, e continuou a apresentar as maiores proporções quanto ao número de empresas e estabelecimentos e quanto ao pessoal ocupado. Composto de 1,162 milhão de empresas, ou 84,3% do total pesquisado em 2004, o comércio varejista obteve uma receita operacional líquida estimada em R$ 333,5 bilhões. O varejo empregava cerca de 5,083 milhões de pessoas - 76,1% do total de ocupados na atividade comercial.Em relação a 2003, a receita operacional do comércio varejista cresceu 14,2%, o número de postos de trabalho cresceu 8,5%, ou mais 399 mil ocupados.Segmentos O segmento de hipermercados e supermercados apresentou a maior participação na massa salarial do comércio varejista em 2004, com 15% do total pago, ou R$ 4,4 bilhões. A média desta classe foi de 2,4 salários mínimos mensais - o maior valor do varejo. No setor foram 562.540 pessoas empregadas - 11,1% do total do varejo, com uma média de 135 ocupados por empresa. Maior crescimentoCom 123 mil estabelecimentos, o comércio de veículos, peças e motocicletas gerou R$ 99,1 bilhões em receita operacional líquida, e representava 8, 6% do total de empresas com atividade comercial. Este foi o segmento do comércio que mais cresceu: em relação a 2003, sua receita operacional líquida avançou 18,6%, contra 7,9% para o comércio atacadista e 14,2% para o varejista.A alta também foi percebida nos salários pagos pelo setor, que aumentaram 12,5%. Seu pessoal ocupado ganhou mais 62 mil postos de trabalho, o que representa um crescimento de 11,3%.AtacadoO atacado foi responsável pela maior parcela da receita operacional líquida do comércio: R$ 365,6 bilhões, ou 45,8% do total. Segundo o IBGE, composto, em geral, por empresas de porte mais elevado que as do varejo, o atacado realiza um alto volume de vendas por cliente.Em 2004, no atacado estavam 14,8% dos ocupados no comércio e apenas 7,1% das empresas. Em relação a 2003, a receita líquida teve um aumento real de 18,6%, enquanto o número de pessoas ocupadas cresceu 11,1% - mais 98 mil empregados. Os salários pagos tiveram variação real de 13,8%.Regiões Analisando-se a distribuição regional das empresas comerciais, em 1996 e em 2004, observa-se a perda de representatividade da Região Sudeste: em 1996, ela participava com 58,7% do total de receita bruta de revenda de mercadorias no Brasil e em 2004, caiu para 53,4%. As outras regiões ampliaram sua participação e o Centro-Oeste variou mais: de 6,6% para 9%.Quanto aos salários, a Região Sudeste continua a mais representativa, mas reduziu sua participação de 61,5%, em 1996, para 58,2%, em 2004. As demais regiões ampliaram sua participação no período, especialmente o Centro-Oeste: de 5,7% em 1996 para 7,2% em 2004.O Sudeste também continua a absorver a maior parcela da força de trabalho do comércio, mas sua representatividade caiu de 56,5%, em 1996, para 52,8%, em 2004. As regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste aumentaram suas participações no total e o Sul manteve a mesma posição. Novamente o Centro-Oeste apresentou o maior aumento relativo: de 6,5% para 8,3%.Este texto foi atualizado às 15h51.

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