Comércio cobra novos cortes nos juros

As federações do comércio de São Paulo e do Rio de Janeiro aprovaram a queda de juros de 16,5% para 16,25%, mas esperam novas baixas nos próximos meses para garantir um crescimento mínimo de 3% para o setor neste ano. Para a federação paulista havia espaço para uma queda maior. "O cenário econômico atual deixa pouca expectativa de melhora se não houver reversão mais acentuada da trajetória do juro", afirmou em nota. "Se nos próximos meses a taxa não continuar caindo, vai ficar cada vez mais difícil acreditar no crescimento de 3% do comércio para este ano". Segundo cálculos da Fecomércio-SP, nos próximos dois meses, o índice anualizado da inflação oficial (IPCA) não irá ultrapassar os 5% - ou seja, deve manter um patamar até abaixo da meta de 5,5% ao ano prevista para ser cumprida em 2004, com possibilidade de variação de 2,5 pontos porcentuais para cima ou para baixo. Para a Fecomércio-RJ, a queda da Selic "traz não só a retomada no processo de redução dos juros básicos da economia, mas principalmente a recuperação da esperança de que em 2004 encontre o caminho do crescimento sustentado". A entidade destaca ainda que "os últimos resultados da indústria e do comércio vêm mostrando que os níveis dos juros ainda estão muito acima do desejável, mas é importantíssima essa indicação do Banco Central".

Agencia Estado,

17 Março 2004 | 20h58

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