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Comércio com a Argentina em moeda local afetará câmbio, diz Mantega

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta sexta-feira que o sistema de pagamentos que vai permitir o comércio em moedas locais com a Argentina a partir de 2007 afetará a taxa de câmbio, pois diariamente há um fluxo de cerca de US$ 18 milhões devido ao comércio com o país vizinho e, com a medida, haverá menor entrada de dólares no País. Mantega considerou que os efeitos serão positivos no sentido de evitar a valorização tanto do real quanto do peso uma vez que entrarão menos dólares no Brasil e na Argentina. A ministra da Economia argentina, Felisa Miceli, ao lado de Mantega, balançou a cabeça em sinal afirmativo.O ministro disse ainda que os Congressos dos dois países não devem colocar obstáculos à aprovação do sistema "porque é uma medida técnica que beneficia os Estados e não os governos". Mantega prevê que com a entrada no ano que vem do novo sistema o comércio bilateral vai aumentar. Os procedimentos ficarão mais simples, sem a necessidade da troca de moedas por dólar, e isso deve incentivar a participação de pequenas e médias empresas no comércio bilateral. Segundo ele, a tendência é de as moedas locais ganharem mais espaço em outros países participantes do bloco, à medida que estes entrarem no sistema de pagamentos. Ele lembrou que os demais sócios e associados do Mercosul poderão participar do sistema. "Vai funcionar um pouco como o convênio de créditos recíprocos (CCR)", onde há a compensação dos saldos das operações comerciais entres os países membros. CrescimentoO ministro disse nesta sexta que o Brasil deve crescer acima de 5% neste segundo semestre. "Isso parece forte, mas basta crescer 1,3% no terceiro trimestre (sobre o segundo trimestre), que é o mesmo que crescemos no primeiro trimestre. E mais 1,3% no quarto trimestre."Mantega fez a afirmação em rápida entrevista após a coletiva dos ministros da Fazenda do Mercosul. Durante a coletiva dos ministros, Mantega afirmou que, como o juro está caindo, a tendência é de o crescimento no terceiro e no quarto trimestre ser maior. Ele afirmou que em julho foram criados 154 mil novos empregos e que há indicadores antecedentes que mostram aquecimento da atividade econômica em julho, como o das vendas de automóveis, papel ondulado e o consumo de energia elétrica. O ministro disse que ainda não teve tempo de "se debruçar" sobre a questão de vazamento de informações na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), vinculada ao Ministério da Fazenda. "Recebi as informações tarde da noite de ontem (quinta-feira). Vou me pronunciar depois que tomar pé da situação", disse Mantega .FMIOs países do Mercosul querem aumentar sua participação no Fundo Monetário Internacional (FMI). De acordo com a ministra da Economia da Argentina, Felisa Micele, maiores cotas no organismo multilateral significam acesso a crédito mais barato.A ministra disse também que os países do bloco vão defender a criação de linhas de contingência pelo FMI que tenham acesso automático, não vinculado à aceitação de programas ou exigências por parte do Fundo. UruguaiO Uruguai ainda não está em fase de negociações de acordos com os Estados Unidos mas está fazendo "conversações exploratórias" com aquele país e também com China e Índia, segundo disse nesta sexta o ministro da economia do Uruguai, Danilo Astori. Ele pediu a redução das assimetrias dentro do Mercosul e disse que não pensa em deixar o bloco.Durante entrevista coletiva dos ministros da Fazenda do Mercosul, o brasileiro Guido Mantega afirmou que os demais países entendem as necessidades do Uruguai "de firmar algum acordo que não fira os princípios do Mercosul e da Tarifa Externa Comum". Mantega considera isso possível. "É preciso conhecer os detalhes desse acordo para saber se fere o Mercosul", afirmou.O uruguaio admitiu a possibilidade de estender aos sócios do Mercosul as vantagens que der a outro país.

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