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Comércio considera corte na Selic "um paliativo" e não vê motivos para comemorar

O presidente da Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ), Orlando Diniz, considera a redução de 0,50 ponto na taxa básica de juros, a Selic, definida nesta quarta-feira pelo Comitê de Política Monetária (Copom) "apenas um paliativo". Em nota, ele avalia que a redução "encobre problemas estruturais bem maiores, que são o mau gerenciamento do orçamento público e o tamanho do Estado".Para Diniz, é preciso um compromisso de longo prazo com o crescimento sustentado via redução consistente dos gastos públicos "e não apenas cortes emergenciais para uma adequação de metas". Só assim, segundo ele, "haverá espaço para que as taxas juros reais deixem o engessado patamar de dois dígitos e, tornem o ambiente de negócios no Brasil mais favorável, incentivando o investimento produtivo". Para o presidente da Fecomercio-SP, Abram Szajman, não há "motivos para comemorar" a redução da Selic anunciada nesta quarta. Segundo ele, os juros "ainda não se encontram num patamar civilizado". De acordo com Szajman, o juro médio real deverá ficar em torno de 11%, 5 pontos percentuais acima do que cobram outros países emergentes.Em nota à imprensa, ele afirmou que as recentes reduções na Selic não terão efeito imediato para o consumidor. "Enquanto este percentual não for bruscamente reduzido, os juros continuarão brecando o crescimento do comércio", criticou Szajman, que vê espaço para novas reduções na taxa, uma vez que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do País, está abaixo da meta do Banco Central. "É importante que o Copom perceba a importância de manter a trajetória de queda da Selic. Hoje, não há pressão sobre o câmbio, nem sobre os preços, que justifique taxas de juros de dois dígitos", completou.

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